Pesquisadores descobriram que neandertais guardavam crânios e chifres de animais na caverna Des-Cubierta, na Península Ibérica, entre 135 mil e 43 mil anos atrás. Esses ancestrais organizavam os ossos de grandes mamíferos em locais específicos da caverna, demonstrando um comportamento planejado.
A análise detalhada mostrou que os neandertais posicionavam os crânios e chifres de forma agrupada, mesmo após milhares de anos. Os objetos coletados eram de espécies com chifres ou galhadas, e comumente tinham as mandíbulas ausentes, indicando uma coleção intencional.
Esse hábito repetido sugere uma transmissão cultural entre gerações, mostrando que colecionar não é exclusividade dos humanos modernos. A descoberta ajuda a entender melhor as práticas sociais dos neandertais e suas tradições pré-históricas.
Pesquisadores revelaram que neandertais mantinham uma prática de coleção ao guardar crânios e chifres de animais na caverna Des-Cubierta, na Península Ibérica, entre 135 mil e 43 mil anos atrás. O estudo publicado na revista Archaeological and Anthropological Sciences em janeiro mostra que esses ancestrais organizavam os ossos de grandes mamíferos com regularidade e em locais específicos da caverna.
Embora a dispersão inicial dos ossos tenha parecido caótica, uma análise detalhada diferenciou os depósitos naturais das ações humanas. O mapeamento dos elementos dentro da caverna provou que neandertais deliberadamente posicionavam os crânios e chifres, mantendo-os agrupados mesmo após milênios de movimentações naturais. Os objetos apresentavam ausência frequente das mandíbulas e pertenciam a espécies com chifres ou galhadas, reforçando a ideia de uma coleção organizada.
O comportamento de reunir e dispor esses objetos em áreas específicas repetidamente sugere transmissão cultural entre gerações de neandertais. Esta descoberta amplia o entendimento das práticas sociais e simbólicas desses grupos pré-históricos, destacando que o costume de colecionar não é exclusividade dos humanos modernos.
A distinção entre perturbações naturais e intenções humanas no registro arqueológico é vital. Isso ajuda a compreender melhor o modo de vida e a complexidade comportamental dos neandertais, fornecendo pistas sobre as motivações e tradições passadas dessas comunidades antigas.
Esses achados colaboram com a reconstrução das conexões entre nossos ancestrais e reforçam que a organização de coleções já fazia parte do cotidiano de comunidades pré-históricas.
Via Galileu