A biometria, especialmente o reconhecimento da íris, tem ganhado importância no Brasil para distinguir humanos de inteligências artificiais. A coleta de dados biométricos tem sido usada para combater perfis falsos e assegurar a veracidade das identidades digitais.
No contexto do avanço da IA, o Brasil apresenta protagonismo no desenvolvimento e aplicação dessas tecnologias. O uso da biometria palmar já é testado em pagamentos e segurança digital, garantindo maior proteção e privacidade aos usuários.
Apesar da preferência pela biometria em vez de senhas, muitos brasileiros ainda hesitam em fornecer seus dados. Por isso, cresce a busca por soluções que garantam a segurança e a confidencialidade, como a computação criptografada.
Há cerca de um ano, a World, empresa de identificação por biometria fundada por Sam Altman, da OpenAI, gerou controvérsia no Brasil ao oferecer até R$ 400 para pessoas fazerem o mapeamento da íris por meio do equipamento chamado Orbs. Embora a coleta tenha sido suspensa, a empresa manteve suas operações no país, ilustrando a crescente importância dos dados biométricos.
Com o avanço da inteligência artificial e o aumento de conteúdos sintéticos, validar a identidade digital se mostra cada vez mais relevante. Conforme apontado pelo especialista Ronaldo Lemos, a coleta da íris é uma das maneiras de escaneamento biométrico essenciais para confirmar a identidade em ambientes virtuais.
Esse tipo de tecnologia vai além da simples verificação e já é utilizado para combater bots e perfis falsos, auxiliando também na verificação compulsória de idade em plataformas como Roblox. A biometria palmar, por exemplo, tem sido testada em pagamentos físicos, eliminando a necessidade de dispositivos físicos para autenticação.
Em 2025, o mercado global de reconhecimento de íris está estimado em US$ 5,14 bilhões, com previsão de atingir US$ 12,92 bilhões até 2030, crescimento impulsionado pela tecnologia de Liveness Detection, que usa IA para diferenciar humanos verdadeiros de reproduções digitais.
No Brasil, embora 90% dos usuários prefiram biometria em vez de senhas, 60% ainda têm receio de fornecer esses dados, o que tem incentivado o desenvolvimento da Computação Confidencial. Esse método processa informações em ambientes criptografados, garantindo privacidade e segurança ao usuário.
Via Forbes Brasil