Estudo aponta que sono insuficiente pode estar ligado a casos de demência

Pesquisa associa sono curto a aumento de casos de demência em idosos, destacando importância do sono para saúde cerebral.
03/02/2026 às 10:41 | Atualizado há 3 horas
               
A frase destaca o impacto do sono ruim no envelhecimento cerebral, sendo informativa e direta. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Estudos recentes mostram que a falta de sono pode estar relacionada a uma parcela significativa dos casos de demência, afetando principalmente idosos. Aproximadamente 12% dos pacientes com demência têm sintomas agravados pela insônia, segundo uma análise feita nos Estados Unidos.

A pesquisa utilizou dados de quase 6 mil pessoas com mais de 65 anos para entender o impacto do sono ruim na saúde cognitiva. Embora não prove uma relação direta, indica que o sono insuficiente pode influenciar no desenvolvimento da demência.

Os cientistas destacam que a relação entre sono e demência é complexa e pode ser um ciclo que se retroalimenta. Mais estudos são necessários para entender como o sono afeta o cérebro e de que forma prevenir a doença.

Estudos recentes indicam que o sono insuficiente pode estar ligado a uma quantidade significativa de casos de demência nos Estados Unidos, destacando a importância da saúde do sono na prevenção dessas doenças. Uma análise publicada no The Journals of Gerontology: Series A estima que aproximadamente 12% dos pacientes com demência, cerca de meio milhão de pessoas, tiveram seus sintomas agravados pela insônia.

A pesquisa, conduzida por Yuqian Lin do Hospital Geral de Massachusetts, adotou uma abordagem populacional para medir o impacto do sono ruim. Embora não prove a relação direta entre insônia e demência em indivíduos, ajuda a dimensionar o peso do distúrbio do sono no quadro geral da doença.

O estudo usou dados do National Health and Aging Trends Study (NHATS), que acompanha quase 6 mil adultos com 65 anos ou mais, verificando dificuldades em iniciar ou manter o sono. A identificação da demência ocorreu por meio de testes cognitivos e relatos de familiares.

Os cientistas calcularam teoricamente quantos casos de demência poderiam ser evitados se a insônia fosse eliminada, considerando ainda que mulheres e pessoas entre 60 e 70 anos são os grupos mais afetados.

Os pesquisadores alertam que a relação entre sono insuficiente e demência é complexa, podendo ser um ciclo bidirecional: faltas de sono podem causar danos cerebrais, mas alterações neurológicas também podem gerar insônia.

Mecanismos como processos inflamatórios, mudanças cardiovasculares e falhas na remoção de resíduos cerebrais indicam como o sono pode influenciar no risco da doença, mas novos estudos são necessários para esclarecer essa conexão.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.