A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNi) revisou suas diretrizes para o diagnóstico, avaliação e tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O documento consolida recomendações baseadas em pesquisas recentes para guiar profissionais de saúde em todo o país.
O diagnóstico do TEA continua sendo clínico, apoiado no histórico do desenvolvimento e na observação do comportamento. Ferramentas como M-Chat e ADOS-2 são recomendadas como suporte, mas não substituem a avaliação especializada. O guia destaca a necessidade de distinguir o autismo de outras condições com sinais semelhantes.
No tratamento, o SBNi indica 28 intervenções cientificamente comprovadas, incluindo terapias comportamentais e cognitivas. Medicamentos são recomendados apenas para comorbidades associadas. O documento avisa contra práticas sem evidência e reforça o papel da família para garantir acesso a direitos e terapias.
A Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil atualizou recentemente suas diretrizes para o diagnóstico, avaliação e tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA). O documento de 33 páginas reúne recomendações baseadas em estudos científicos recentes, com foco em orientar profissionais de saúde pelo país.
O diagnóstico do TEA segue sendo essencialmente clínico, centrado na observação do comportamento e histórico do desenvolvimento, complementado por entrevistas com familiares. A atualização mantém os critérios do DSM-5 e sugere o uso de ferramentas como M-Chat, CARS-2, ADI-R e ADOS-2 para auxiliar a avaliação, sem substituir a análise profissional.
Fatores como vulnerabilidade social, atrasos na linguagem e uso excessivo de telas podem dificultar o diagnóstico por apresentarem sinais semelhantes ao autismo. Portanto, a avaliação deve ser minuciosa para diferenciar TEA de outros transtornos, como TDAH e deficiência intelectual.
No tratamento, o guia destaca 28 intervenções com comprovação científica, incluindo abordagens comportamentais, ensino estruturado e terapia cognitivo-comportamental. A carga horária e frequência das terapias devem ser definidas por uma equipe multiprofissional, considerando necessidades individuais.
Quanto à medicação, não existem fármacos indicados para os sintomas centrais do autismo. Remédios são recomendados somente para comorbidades, como TDAH e distúrbios do sono, sendo a melatonina a opção mais respaldada para este último.
O documento alerta ainda para práticas sem comprovação científica e riscos associados, como dietas restritivas, suplementações e terapias oferecidas como experimentais, como o uso do canabidiol.
Relatórios médicos claros e o envolvimento de familiares são ressaltados como fundamentais para o acesso a tratamentos e direitos legais.
Via Folha Vitória