Embora o celular seja parte essencial da nossa rotina, ele quase nunca aparece nos sonhos. Pesquisas indicam que menos de 1% dos relatos de sonhos mencionam o telefone, sugerindo que ele não é um símbolo importante no subconsciente.
Especialistas afirmam que o celular não possui carga emocional direta suficiente para surgir nos sonhos. Ele funciona como uma ferramenta para a interação, mas as emoções que sentimos estão relacionadas às experiências reais com outras pessoas, que aparecem com mais frequência no mundo onírico.
Embora o celular seja parte essencial do nosso dia a dia, ele raramente aparece nos sonhos. Pesquisas indicam que, apesar de verificarmos o aparelho com frequência, menos de 1% dos relatos de sonhos citam qualquer palavra relacionada a “phone”. Isso levanta a questão: por que nosso subconsciente não inclui tanto esse objeto?
Especialistas explicam que o celular não tem impacto emocional direto suficiente para se tornar símbolo onírico. Brigitte Holzinger, psicoterapeuta, comenta que o aparelho é uma plataforma, e não o vetor das emoções que sentimos ao interagir com outras pessoas. A experiência real, como ver alguém pessoalmente, gera mais impacto e, consequentemente, aparece mais nos sonhos.
Outra explicação aponta que o telefone é controlado conscientemente e não carrega carga simbólica profunda para o subconsciente. Dra. Sham Singh, psiquiatra, destaca que a rápida evolução da tecnologia dificulta sua incorporação na linguagem simbólica dos sonhos, que refletem principalmente sentimentos, medos e desejos.
A jornalista Alice Robb sugere que sonhos funcionam como simulações de ameaça para treinar respostas emocionais a situações importantes para a sobrevivência. Como o celular é um desenvolvimento recente, ele não desperta esse tipo de ansiedade ancestral que levaria a sua presença no sonho.
Dessa forma, celulares ficam de fora do mundo onírico porque não exercem influência direta ou emocional significativa, apesar da intensa presença em nossa rotina consciente.
Via Galileu