Plantas medicinais e saber ancestral oferecem novas possibilidades para tratamentos contra o câncer

Conheça como plantas tradicionais podem ajudar em tratamentos mais acessíveis contra o câncer no Brasil.
04/02/2026 às 11:01 | Atualizado há 3 semanas
               
A descrição valoriza o uso medicinal do Kalanchoe, destacando sua importância nas práticas tradicionais brasileiras. (Imagem/Reprodução: Theconversation)

Plantas medicinais têm resgatado conhecimentos ancestrais que oferecem novas possibilidades no combate ao câncer, doença que afeta milhões no mundo. O acesso ao diagnóstico e tratamento enfrenta desafios sociais e econômicos, e a integração entre saberes tradicionais e a ciência pode criar alternativas mais acessíveis.

Espécies do gênero Kalanchoe, usadas na medicina popular para tratar inflamações e feridas, mostram compostos com efeitos anti-inflamatórios e anticancerígenos. Pesquisas recentes no Brasil indicam que essas plantas possuem moléculas capazes de atuar contra células tumorais, unindo práticas tradicionais e ciência.

Essa convergência entre tecnologia e conhecimento ancestral valoriza culturas históricas e ajuda a desenvolver terapias alinhadas à sustentabilidade e equidade social. Essas iniciativas podem ampliar o acesso a tratamentos para comunidades vulneráveis.

Plantas medicinais resgatam conhecimentos ancestrais e oferecem possibilidades no combate ao câncer, doença que afeta mais de 21 milhões de pessoas globalmente, conforme dados do Globocan. Apesar do impacto crescente, o acesso ao diagnóstico e tratamento ainda enfrenta barreiras sociais, como pobreza e desigualdades raciais. Nesse cenário, a integração entre saberes tradicionais e ciência contemporânea surge como uma alternativa para tratamentos mais acessíveis.

Espécies do gênero Kalanchoe, popularmente conhecidas como mãe-de-milhares ou Aranto, são usadas na medicina tradicional para tratar feridas, inflamações e outras condições. Estudos recentes mostram que essas plantas possuem compostos com efeitos anti-inflamatórios, cicatrizantes e antimicrobianos, apoiando o uso popular com evidências científicas.

O Kalanchoe daigremontiana destaca-se por conter moléculas bioativas com ação antimicrobiana, antioxidante e imunomoduladora, além de demonstrar efeito antitumoral em testes com diferentes tipos de células cancerígenas. Pesquisas do laboratório Labmut da Uerj evidenciam que extratos aquosos da planta extraem compostos biologicamente relevantes, alinhando práticas tradicionais com métodos modernos.

Esse diálogo entre ciência e saberes ancestrais valoriza as populações históricas e contribui para terapias que dialogam com cultura e sustentabilidade. Iniciativas que unem tecnologia e conhecimento tradicional são essenciais para criar soluções de saúde que alcancem comunidades vulneráveis, cumprindo compromissos éticos e sociais com equidade.

Via The Conversation Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.