Ministério Público Militar denuncia Bolsonaro por descaso com ética nas Forças Armadas

MP Militar acusa Bolsonaro de descaso com ética militar e pede perda de patente no STM.
04/02/2026 às 15:21 | Atualizado há 6 horas
               
MP Militar acusa Bolsonaro de desrespeito aos preceitos éticos básicos militares. (Imagem/Reprodução: Eshoje)

O Ministério Público Militar apresentou uma denúncia formal ao Superior Tribunal Militar contra Jair Bolsonaro. Ele é acusado de desrespeitar preceitos éticos fundamentais das Forças Armadas, como probidade, respeito e obediência.

Mesmo reformado, Bolsonaro não teria mantido conduta compatível com a disciplina e o decoro militar durante seu mandato presidencial. O processo inclui ainda outros oficiais militares ligados a ações golpistas.

O STM analisará individualmente cada caso, focando no comportamento ético dos militares, o que pode ter impacto direto na imagem e disciplina das Forças Armadas brasileiras.

O Ministério Público Militar apresentou, na última terça-feira (3), uma representação ao Superior Tribunal Militar (STM) pedindo a perda da patente de Jair Bolsonaro, acusando o ex-presidente de desrespeitar os preceitos da ética militar. Segundo o documento, Bolsonaro ignorou deveres fundamentais, como probidade, respeito à dignidade humana e obediência às autoridades competentes.

Mesmo reformado como capitão do Exército, o ex-presidente não teria mantido conduta adequada para preservar a disciplina, o respeito e o decoro militar. O Ministério Público afirma que Bolsonaro também deixou de defender a reputação das Forças Armadas, afastando-se significativamente dos padrões éticos esperados durante seu mandato presidencial.

Além de Bolsonaro, o STM recebeu representações contra outros cinco militares ligados à trama golpista, entre eles os generais Augusto Heleno, Walter Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira e o almirante Almir Garnier. Cada caso será julgado separadamente, diferente do procedimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que analisou o grupo em uma única ação.

O tribunal militar justifica a decisão com o fato de que o foco está no comportamento individual dos militares, o que exige relatorias distintas para cada processo. A análise do comportamento desses oficiais será conduzida por ministros específicos do STM, conforme a distribuição automática do sistema judicial.

O caso destaca questões de disciplina e ética militar no contexto das Forças Armadas, o que traz implicações diretas para a imagem institucional e o cumprimento das normas internas da corporação.

Via ES Hoje

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.