Pesquisadores identificaram uma nova espécie de dinossauro com menos de meio metro de altura, chamada Foskeia pelendonum, na Espanha. A descoberta foi possível graças a fósseis que, com o uso de tomografia computadorizada, mostraram que esses eram adultos, e não filhotes.
Essa espécie apresenta características anatômicas únicas, como dentes e membros especializados, indicando miniaturização ao invés de apenas crescimento. Isso sugere que a evolução dos dinossauros seguiu caminhos variados, incluindo espécies pequenas e especializadas.
Foskeia pelendonum preenche uma lacuna de 70 milhões de anos no registro fóssil e demonstra que o animal tinha metabolismo elevado, semelhante ao de aves. A pesquisa amplia o conhecimento sobre a diversidade e evolução dos dinossauros herbívoros.
Pesquisadores descreveram uma nova espécie de dinossauro com menos de meio metro de altura que está remodelando a árvore genealógica dos dinossauros herbívoros do período Cretáceo. A espécie, chamada Foskeia pelendonum, foi identificada a partir de cinco fósseis encontrados na Formação Castrillo de la Reina, no norte da Espanha. A dúvida inicial era se os ossos nhỏ pertenceriam a filhotes de dinossauros maiores ou a adultos de uma espécie naturalmente diminuta.
O avanço veio com o uso de tomografia computadorizada de alta resolução, que confirmou que pelo menos um dos espécimes era um adulto sexualmente maduro com cerca de 50 centímetros de altura. A análise revelou características anatômicas incomuns nos dentes, mandíbula e membros traseiros, o que indica uma miniaturização associada a uma alta especialização evolutiva. Isso sugere que a evolução dos dinossauros não ocorreu apenas pelo aumento de tamanho, mas também por meio de linhagens pequenas e especializadas.
A espécie caminha entre os primeiros representantes do grupo Rhabdodontomorpha. Dados indicam que os indivíduos jovens eram quadrúpedes e se tornavam bípedes na fase adulta. A pesquisa preenche uma lacuna de 70 milhões de anos no registro fóssil e mostra que o Foskeia pelendonum possuía um metabolismo elevado, semelhante ao de aves e pequenos mamíferos atuais.
O nome faz referência a um povo celta da região da descoberta, ressaltando tanto o porte reduzido quanto o comportamento alimentar do animal. Segundo os cientistas, a descoberta destaca a importância de formas pequenas para compreender a diversificação dos dinossauros herbívoros.
Via Olhar Digital