A Agência Nacional do Petróleo (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço Morpho na Bacia da Foz do Amazonas, após suspensão em janeiro por vazamento de fluido em linhas da sonda a 175 km da costa do Amapá.
A retomada foi aprovada com base nas medidas mitigadoras apresentadas pela Petrobras, incluindo troca de vedações e treinamento dos profissionais. A perfuração visa avaliar a viabilidade da extração de petróleo e gás na região.
O episódio evidencia o desafio de equilibrar a exploração com a preservação ambiental local, especialmente em área sensível com rica biodiversidade marinha e comunidades indígenas.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a retomar a perfuração do poço exploratório Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas. As operações haviam sido suspensas em janeiro devido a um vazamento de fluido identificado em duas linhas conectadas à sonda, a cerca de 175 km da costa do Amapá.
O retorno às atividades foi aprovado após análise técnica da ANP, que considerou suficiente as medidas mitigadoras apresentadas pela Petrobras. Entre as exigências para a retomada estão a substituição dos elementos de vedação das conexões das tubulações por onde circulam os fluidos e o treinamento dos profissionais envolvidos nos procedimentos.
Em outubro do ano passado, o Ibama concedeu licença ambiental para a Petrobras perfurar o primeiro poço na região. A estatal iniciou a operação no mesmo dia da autorização, com previsão de perfuração de cinco meses para avaliar a viabilidade econômica da extração de petróleo e gás natural no local.
Até o momento, não há produção de petróleo na área. A exploração da Foz do Amazonas gera preocupação entre ambientalistas e comunidades indígenas, que destacam a riqueza da fauna e flora marinha local e temem possíveis impactos no habitat.
O episódio reforça o desafio de conciliar a exploração de recursos naturais com a preservação ambiental em uma região considerada sensível na Margem Equatorial brasileira, onde o maior rio do planeta deságua no oceano Atlântico.
Via Sputnik Brasil