A AMD divulgou uma previsão de receita de cerca de US$ 9,8 bilhões para o primeiro trimestre, abaixo das expectativas de analistas que previam até US$ 10 bilhões. Isso resultou na maior queda intradiária de suas ações desde 2018, caindo 16%.
Apesar de aumento nas vendas de chips mais antigos na China e avanço de 34% na receita no último trimestre, a empresa enfrenta desafios devido a restrições comerciais dos EUA. A margem de lucro foi impactada, e a AMD ainda está atrás da Nvidia no mercado de inteligência artificial.
A CEO Lisa Su mantém perspectiva otimista para o futuro, com planos de lançar um produto mais potente em 2026 e receitas com IA que podem alcançar bilhões até 2027. A empresa também firmou novos contratos importantes para reforçar presença em data centers.
A fabricante de chips AMD registrou sua maior queda nas ações em mais de sete anos após divulgar uma projeção de vendas menos otimista, frustrando investidores que esperavam avanços mais rápidos em inteligência artificial. A empresa estima receita de cerca de US$ 9,8 bilhões no primeiro trimestre, com margem de US$ 300 milhões para mais ou menos, abaixo do esperado por alguns analistas que previam até US$ 10 bilhões.
Apesar do aumento em vendas na China de chips mais antigos, que elevaram a receita, houve impacto negativo nas margens de lucro devido às restrições comerciais. A AMD continua atrás da Nvidia no mercado de IA, mas planeja lançar um produto mais potente ainda em 2026, que poderia mudar essa posição.
As ações caíram 16%, a maior baixa intradiária desde outubro de 2018, embora acumulassem alta de 13% em 2026 até o fechamento do dia anterior. A CEO Lisa Su manteve a perspectiva positiva, prevendo que as receitas com IA podem atingir dezenas de bilhões de dólares até 2027, e garantiu que a empresa está preparada para atender à demanda crescente.
No último trimestre, a receita avançou 34%, para US$ 10,3 bilhões, superando expectativas, com crescimento significativo nas vendas para data centers e computadores pessoais. No entanto, a AMD enfrenta desafios com restrições dos EUA para exportar seus chips mais recentes para a China, maior mercado mundial, e ainda negocia licenças para acelerar essas vendas.
Novos contratos com OpenAI, Oracle e órgãos do governo dos EUA reforçam o interesse pelos aceleradores de IA da série MI da AMD, usados em data centers para operações de inteligência artificial, em concorrência direta com chips da Nvidia.
Via InfoMoney