Empreendedor identifica falha na legislação da cannabis e funda empresa no Uruguai

Conheça a empresa que aproveitou brecha legal na cannabis para criar banco genético e expandir mercado no Uruguai e no Brasil.
05/02/2026 às 06:21 | Atualizado há 6 horas
               
Santiago Navratil, uruguaio, criou a Genetics Biobanking para preservar genética vegetal. (Imagem/Reprodução: Forbes)

Santiago Navratil fundou a Genetics Biobanking no Uruguai ao identificar uma lacuna na legislação sobre a cannabis, especialmente na comercialização legal do material genético da planta.

A empresa oferece um banco genético pioneiro que possibilita a replicação padronizada e rastreável da planta, contando com a maior base de registros genéticos do país. Navratil apostou no potencial medicinal e científico da cannabis após a aprovação da lei em 2014.

Com foco na qualidade, a Genetics comercializa sementes e clones com DNA rastreável, atendendo a padrões sanitários internacionais. O próximo passo é ampliar as operações para o Brasil, explorando oportunidades na oncologia pediátrica e consolidando o Uruguai como centro genético regional.

Quando o Uruguai regulamentou a cannabis, poucos consideraram o desafio da comercialização legal de material genético da planta. Foi nesse ponto que Santiago Navratil decidiu atuar, fundando a Genetics Biobanking, pioneira em oferecer um banco genético com informações para replicação padronizada e rastreável da planta. A empresa detém cerca de três quartos dos registros genéticos do país, saltando de apenas dez para cinquenta variedades em poucos anos.

Navratil traz uma formação pouco usual para o setor: ele estudou Comércio Exterior e trabalhou em tecnologia, o que o ajudou a entender regulações e contratos complexos. Após a aprovação da lei da cannabis em 2014, focou no potencial medicinal e científico, deixando sua carreira para estudar biotecnologia e impulsionar um segmento que avançava na legislação, mas não na produção.

A Genetics Biobanking não comercializa flores ou óleo, mas sementes e clones com DNA rastreável, garantindo que cada planta tenha perfil consistente de fitocanabinoides e atenda a padrões sanitários internacionais. Isso fez da empresa referência nacional, com produção de até 4.000 clones mensais e investimento inicial de US$ 600 mil em infraestrutura.

O próximo passo é expandir para o mercado brasileiro, com projetos de oncologia pediátrica, visto como uma oportunidade significativa. Navratil ainda busca posicionar o Uruguai como um centro genético regional, planejando uma denominação de origem para a cannabis local, valorizando as condições climáticas e ambientais únicas do país.

Atualmente, a Genetics está em fase avançada de negociação com fundos de investimento, impulsionada por mudanças regulatórias internacionais e a reclassificação da cannabis nos EUA. Navratil reforça que formalizar o mercado é essencial para seu desenvolvimento futuro.

Via Forbes Brasil

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.