Modelo de inteligência artificial prevê estresse térmico em corais com semanas de antecedência

Novo modelo de IA antecipa estresse térmico em corais, ajudando a proteger recifes contra o branqueamento.
05/02/2026 às 12:02 | Atualizado há 4 horas
               
IA prevê estresse térmico em corais até 6 semanas antes do branqueamento. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

Pesquisadores desenvolveram um modelo de inteligência artificial que prevê o estresse térmico em recifes de coral com até seis semanas de antecedência. O sistema utiliza dados ambientais históricos desde 1985 para identificar riscos que possam causar branqueamento, ameaça grave aos recifes.

O estudo focou nos recifes da Grande Barreira de Corais da Flórida, nos EUA, destacando a precisão da previsão que permite antecipar ações preventivas. A ferramenta também explica os fatores ambientais que influenciam o estresse, auxiliando gestores a proteger melhor esses ecossistemas.

Pesquisadores desenvolveram um modelo de IA capaz de prever o estresse térmico em recifes de coral com até seis semanas de antecedência. O sistema utiliza dados ambientais coletados entre 1985 e 2024, incluindo temperatura do mar, do ar, ventos e radiação solar, para antecipar eventos que indicam risco de branqueamento, principal ameaça à saúde dos recifes.

O estudo, focado nos recifes da Grande Barreira de Corais da Flórida, EUA, mostra que o modelo supera métodos tradicionais ao prever não só a ocorrência do estresse térmico, mas também o momento aproximado do seu início, com margem de erro de até uma semana. Essa precisão ajuda a planejar ações preventivas.

Uma característica importante é que a ferramenta usa IA explicável, ou seja, detalha quais fatores ambientais contribuem para cada previsão. Isso facilita a compreensão dos riscos locais e auxilia gestores ambientais a direcionar os recursos e intensificar o monitoramento de forma eficiente.

A pesquisadora Marybeth Arcodia destaca que saber quando o estresse térmico começará permite respostas mais rápidas durante ondas de calor marinhas, que têm se tornado mais frequentes e intensas devido às mudanças climáticas.

Além de dados locais, o modelo leva em conta características específicas de cada recife para fornecer análises personalizadas, contribuindo para reduzir os impactos econômicos na pesca, no turismo e nas comunidades costeiras que dependem desses ecossistemas.

Essa ferramenta pretende complementar sistemas de alerta existentes, oferecendo uma vantagem na proteção dos recifes ao antecipar o estresse térmico e ajudar a mitigar os efeitos do branqueamento.

Via Olhar Digital

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.