Os bancos centrais provavelmente vão demorar para vender suas reservas de ouro, segundo o gestor Luis Stuhlberger. Apesar das oscilações recentes, o ouro mantém seus fundamentos sólidos e é visto como proteção por grandes investidores.
A demanda pelo ouro cresceu desde 2022 devido a fatores como a guerra na Ucrânia e o confisco de ativos russos. Isso reforça o papel do metal como ativo seguro em meio a incertezas econômicas e tensões internacionais.
Bancos centrais vão demorar para vender ouro, afirma Luis Stuhlberger, gestor com longa experiência no mercado de metais preciosos. Segundo ele, apesar das recentes oscilações, a valorização dos ativos reais, especialmente do ouro, tem fundamentos sólidos e deve continuar. Grandes investidores e bancos centrais seguem comprando o metal como proteção, sem intenção de vender em curto prazo.
Stuhlberger destaca que a demanda por ouro aumentou a partir de 2022, influenciada pela guerra na Ucrânia e pelo confisco de ativos russos, que levou países a buscar alternativas à renda fixa. Além disso, preocupações fiscais e relações tensas entre nações reforçam o papel do ouro como ativo de segurança.
Apesar da forte queda de preços em janeiro, após indicação de Kevin Warsh para a presidência do Fed, o ouro mantém uma valorização expressiva no médio prazo: alta de 170% em cinco anos e 71% no último ano. A prata, embora mais volátil, superou essas altas.
O gestor observa que bancos centrais podem vir a comprar prata, mas ainda não o fizeram, e alerta para sinais especulativos em outros metais preciosos, como platina e paládio, que apresentam movimentos mais bruscos. O ouro segue como aposta de proteção financeira, mais focada em estabilidade do que em retorno rápido.
Essa perspectiva reforça o ouro como um ativo-chave para quem busca proteger investimentos diante das incertezas globais e mudanças no panorama econômico mundial.
Via Brazil Journal