A OranjeBTC, maior detentora corporativa de bitcoin na América Latina, mantém foco em longo prazo mesmo com a alta volatilidade e queda de 60% nas ações desde a estreia. A estratégia é aumentar a quantidade de bitcoins por ação, sem intenção de vender os ativos.
Com baixa alavancagem e dívidas para 2030, a empresa suporta oscilações severas evitando riscos relacionados ao preço do bitcoin. Além disso, aproveita o preço das ações abaixo do valor dos ativos para recompras, reforçando sua posição.
O CEO Guilherme Gomes destaca que a OranjeBTC é uma alternativa para quem busca exposição ao bitcoin via mercado de capitais, com educação e cursos para fortalecer o conhecimento no ecossistema. O primeiro balanço como empresa pública sai em março de 2026.
A empresa OranjeBTC, listada na B3, atua como uma tesouraria de bitcoin, focada em aumentar a quantidade do ativo digital por ação ao longo do tempo. Com cerca de 3.700 bitcoins em tesouraria, tornou-se a maior detentora corporativa na América Latina em apenas quatro meses de mercado.
O CEO Guilherme Gomes explica que o modelo da companhia lembra investimentos imobiliários em regiões valorizadas, só que aplicado a terrenos digitais como o bitcoin. Apesar da alta volatilidade e da queda superior a 60% nas ações desde a estreia, a companhia mantém a estratégia de longo prazo, sem intenção de vender seus bitcoins.
A estrutura financeira é desenhada para suportar oscilações severas, com baixa alavancagem e dívidas somente para 2030, evitando riscos que dependam da variação do preço do bitcoin. Atualmente, as ações da OranjeBTC são negociadas abaixo do valor de mercado dos seus ativos em bitcoin, o que levou a empresa a priorizar recompras de ações para aproveitar o “desconto”.
Gomes ressalta que investidores que buscam exposição direta ao bitcoin devem adquiri-lo, mas a OranjeBTC oferece uma alternativa para quem prefere uma estrutura corporativa e acesso ao mercado de capitais.
Além da acumulação de bitcoins, a empresa investe em educação sobre o ativo, lançando cursos para ampliar a base de conhecimento e convicção no ecossistema.
A companhia deve divulgar seu primeiro balanço como empresa pública em março de 2026, momento em que será possível avaliar a execução da estratégia com mais clareza.
Via Startups