A BR Partners divulgou que a receita líquida no quarto trimestre caiu 8,7%, chegando a R$ 131,4 milhões. Apesar disso, o lucro líquido teve alta de 5,7%, beneficiado pela redução de custos operacionais.
O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 22,1% no ano, indicando estabilidade no desempenho financeiro. O setor de M&A, que estava com baixo volume, mostrou melhora no último trimestre com sete transações fechadas.
Para o primeiro semestre de 2026, a expectativa é de maior dinamismo nas negociações de M&A, apoiado por perspectivas de queda nos juros e aumento da atividade no mercado de emissão de dívidas.
A BR Partners divulgou resultados do quarto trimestre com queda na receita líquida, alcançando R$ 131,4 milhões, 8,7% menos que no ano anterior. A receita com clientes teve redução de 10,9%, chegando a R$ 105 milhões, enquanto a remuneração do capital apresentou leve alta de 1,3%, totalizando R$ 25,5 milhões.
Apesar disso, o lucro líquido cresceu 5,7% na comparação anual, somando R$ 44,5 milhões, influenciado pela redução de despesas em 16,6%. Marcelo Costa, chefe da tesouraria, destacou a flexibilidade na gestão de custos, especialmente ajustando a remuneração variável, principal componente da folha, mesmo com aumento no número de funcionários.
No acumulado do ano, a receita totalizou R$ 531 milhões, 8,6% menor que em 2024, com lucro líquido caindo 9,6% para R$ 175 milhões. O retorno sobre o patrimônio (ROE) ficou em 22,1%, ligeiramente abaixo do ano anterior, mas ainda acima do custo de capital. Parte dessa queda no ROE está associada à expansão da plataforma de wealth management.
Vinicius Carmona, diretor de RI, afirmou que o ritmo lento de negociações no setor de M&A contribuiu para o desempenho anual, com os nove primeiros meses de 2025 sendo os mais fracos dos últimos cinco anos. No entanto, no último trimestre, o volume de operações começou a aumentar, com sete transações fechadas, incluindo a joint venture entre Imetame e Hapag-Lloyd.
A perspectiva para o primeiro semestre de 2026 é de recuperação no mercado de M&A, com maior dinamismo nas negociações e a expectativa de queda de juros dando suporte. A área de emissão de dívida (DCM) manteve desempenho expressivo, registrando aumento do tíquete médio das operações.
Via Brazil Journal