Novas regras para ciclomotores dificultam acesso e inovação na mobilidade urbana

Regras de 2026 aumentam burocracia para ciclomotores e dificultam alternativas de transporte no Brasil.
06/02/2026 às 07:21 | Atualizado há 6 horas
               
Mobilidade urbana se transforma com o crescimento das bicicletas elétricas e ciclomotores. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

A partir de 2026, ciclomotores no Brasil passarão a exigir registro no Renavam, licenciamento anual, emplacamento e habilitação específica, conforme a resolução nº 996/2023 do Contran. Essas regras equiparam ciclomotores a motocicletas, gerando mais burocracia e custos para os usuários.

Enquanto as bicicletas elétricas continuam isentas dessas obrigações, ciclomotores enfrentam restrições que limitam a autonomia do cidadão e desestimulam escolhas econômicas de transporte. A justificativa oficial é a segurança, mas há preocupações sobre o excesso de controle estatal.

Essa nova regulamentação pode frear a inovação e a adoção de formas de transporte leve, que ajudam a reduzir o trânsito e o desgaste do transporte público, impactando negativamente a mobilidade urbana no país.

A crescente popularidade das bicicletas elétricas e ciclomotores vem modificando o cenário da mobilidade urbana no Brasil. Contudo, a resolução nº 996/2023 do Contran impõe a partir de 2026 novas exigências para ciclomotores, como registro no Renavam, licenciamento anual, emplacamento e habilitação específica. Essas regras equiparam ciclomotores a motocicletas, criando barreiras que dificultam o acesso a esses veículos leves.

Essa medida traz um contraste claro: enquanto as bicicletas elétricas seguem isentas dessas obrigações, os ciclomotores ficam sujeitos a mais burocracia e custos. A justificativa oficial é a segurança, mas isso acaba limitando a autonomia do cidadão na escolha do próprio meio de transporte. Responsabilidade individual se torna secundária diante da intervenção estatal, que parece responder mais a interesses de controle e arrecadação do que a uma real necessidade.

A restrição aos ciclomotores impacta mais que os usuários individuais, prejudicando soluções econômicas e acessíveis que ajudam a desafogar o trânsito e o transporte público lotado. Ao apostar em regras rígidas, o Estado desacelera a adoção de alternativas leves que vêm ganhando espaço com a expansão de ciclovias e novas rotas urbanas.

Assim, a regulação acaba por atrasar a inovação na mobilidade urbana, ao impor limitações que penalizam meios que poderiam tornar as cidades mais ágeis e menos congestionadas. A consequência é uma expansão mais lenta para formas de transporte que combinam praticidade e baixo custo.

Via Folha Vitória

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.