O Brasil avança na exploração das terras raras, essenciais para setores como defesa e energia. O primeiro projeto plenamente operacional no País, localizado em Goiás, iniciou exportações para a China e agora recebeu um aporte de US$ 565 milhões do governo dos Estados Unidos, via US International Development Finance Corporation (DFC).
A mineradora Serra Verde, criada em Minaçu, no norte goiano, já conta com investimentos anteriores de fundos americanos e britânicos. A produção atual, iniciada em 2024, destina até 85% do óxido de terras raras para a fabricação de veículos elétricos e turbinas eólicas na Ásia. A empresa tem contrato de venda garantido até 2026 e negocia novos acordos para o futuro.
O investimento dos EUA foi aprovado após meses de avaliações e vai permitir refinanciar dívidas mais caras, além de otimizar a produção para alcançar 6.500 toneladas anuais de óxido total de terras raras até o final de 2027, segundo o COO Ricardo Grossi, com experiência em grandes mineradoras.
A Serra Verde é liderada por executivos que já atuaram em empresas como Xstrata e Vision Blue, fundo focado em materiais críticos. Outros financiadores incluem Denham Capital, com histórico em projetos de energia renovável no Brasil.
O aporte vem pouco depois de reuniões entre o governador de Goiás e autoridades americanas para discutir parcerias estratégicas em minerais críticos. Goiás também destaca outro projeto com investimento previsto de R$ 2,8 bilhões em Nova Roma e Aparecida de Goiânia.
Além disso, os EUA firmaram recentemente acordo similar com Argentina para cooperação na área de minerais críticos.
Via Brazil Journal