Poupança registra retirada líquida de R$ 23,5 bilhões em janeiro

Poupança tem saldo negativo de R$ 23,5 bilhões em janeiro conforme dados do Banco Central.
06/02/2026 às 13:41 | Atualizado há 1 dia
               
Saques superam depósitos no início do ano, mantendo tendência; R$ 6,4 bi creditados. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

Em janeiro, a poupança teve saques superiores aos depósitos, resultando em uma retirada líquida de R$ 23,5 bilhões. O Banco Central registrou R$ 331,2 bilhões em depósitos contra R$ 354,7 bilhões em retiradas, com rendimentos de R$ 6,4 bilhões. Atualmente, o saldo total da poupança está pouco acima de R$ 1 trilhão.

Essa tendência de saldo negativo na poupança segue desde 2023, com retirada líquida anual de R$ 87,8 bilhões. Os juros altos, com a Selic em 15% ao ano, fazem os investidores buscarem alternativas mais rentáveis do que a caderneta.

O Banco Central mantém a taxa de juros elevada para controlar a inflação, que acumulou 4,26% em 2025, e planeja iniciar cortes nos juros a partir de março, mantendo ainda taxas restritivas para o mercado.

O saldo da poupança registrou queda em janeiro, com saques superando os depósitos em R$ 23,5 bilhões. Conforme relatório do Banco Central, foram feitos R$ 331,2 bilhões em aplicações e R$ 354,7 bilhões em retiradas, enquanto os rendimentos totalizaram R$ 6,4 bilhões. Atualmente, o saldo total da caderneta está pouco acima de R$ 1 trilhão.

Essa tendência de saques líquidos negativos não é nova. Em 2023, a poupança teve retirada líquida de R$ 87,8 bilhões, e em 2024, de R$ 15,5 bilhões. No ano passado, o saldo negativo alcançou R$ 85,6 bilhões. A manutenção da taxa Selic em níveis elevados, atualmente mantida pelo Copom em 15% ao ano desde julho de 2024, é apontada como um dos fatores para essa migração.

Com juros altos, investidores buscam aplicações que ofereçam melhor rendimento do que a caderneta. A Selic elevada encarece o crédito e geralmente estimula a poupança, mas também leva a diversificação para investimentos mais atrativos. O objetivo do BC ao manter os juros altos é controlar a inflação, cuja meta está em 3% ao ano.

Em dezembro, a inflação medida pelo IPCA foi de 0,33%, puxada pela alta dos preços em transportes por aplicativo e passagens aéreas, acumulando 4,26% em 2025. O Banco Central informou que o Copom deve iniciar a redução dos juros em março, mas ainda não detalhou a magnitude do corte, ressaltando que as taxas continuarão em patamares restritivos.

Via Folha Vitória

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