A matéria escura responde por cerca de 85% da massa do universo, mas nunca foi detectada diretamente. Uma nova teoria sugere que a gravidade se comporta de forma diferente em grandes escalas, podendo explicar fenômenos galácticos sem a necessidade da matéria escura.
O pesquisador Naman Kumar propõe que a força gravitacional diminui menos rapidamente do que o previsto, o que explicaria a alta velocidade das estrelas nas galáxias. Essa abordagem potencialmente elimina a necessidade dos halos de matéria escura para explicar observações astronômicas.
Se confirmada, essa teoria mudaria nossa compreensão sobre a estrutura do cosmos. Testes futuros usarão dados de lentes gravitacionais e aglomerados para validar o modelo.
Matéria escura tem sido um dos maiores enigmas da física, pois não é detectada diretamente, mas responde por cerca de 85% da matéria do universo. Ela é essencial para manter as galáxias estruturadas durante suas rotações. No entanto, uma pesquisa recente publicada na revista Physical Review Letters B questiona sua existência, sugerindo que o problema está na nossa compreensão da gravidade em escalas galácticas.
Naman Kumar, do Instituto de Tecnologia da Índia, propõe que a gravidade não se comporta da maneira tradicional quando analisada em grandes distâncias. A física convencional usa a “lei do inverso do quadrado”, que indica que a força gravitacional diminui rapidamente com a distância. Mas o novo modelo de Kumar, chamado “esquema de execução infravermelho”, indica que essa força enfraquece de forma menos acentuada, o que explicaria porque galáxias giram mais rápido do que a massa visível justifica.
Essa abordagem elimina a necessidade dos halos de matéria escura para justificar observações como a velocidade das estrelas nas galáxias e o efeito de lente gravitacional, fenômeno em que a luz de objetos distantes é desviada além do esperado pela massa visível.
Se confirmada, esta teoria reescreve conceitos fundamentais sobre a estrutura do cosmos, atribuindo os efeitos associados à matéria escura a uma característica ainda pouco compreendida da gravidade, válida apenas em escalas imensas e em momentos recentes da história do universo.
Próximos testes devem confrontar o modelo com dados obtidos de lentes gravitacionais e aglomerados de galáxias para verificar sua aplicabilidade.
Via Olhar Digital