Quase 70% dos governadores brasileiros não poderão disputar a reeleição em 2026

Quase 70% dos governadores atuais do Brasil estão impedidos de concorrer à reeleição nas eleições de 2026.
08/02/2026 às 17:41 | Atualizado há 1 mês
               
Dez governadores fora da disputa buscam presidência ou Senado nas próximas eleições. (Imagem/Reprodução: Noticiabrasil)

Quase 70% dos governadores em exercício no Brasil estão proibidos de disputar a reeleição nas eleições de 2026 devido ao limite de dois mandatos consecutivos, que totalizam oito anos no cargo.

Entre os 18 governadores que não poderão disputar a reeleição, pelo menos 10 já anunciaram planos para concorrer a outros cargos, incluindo presidente da República e Senado.

A legislação exige que governadores que desejam pleitear outros cargos renunciem até abril de 2026 para evitar uso de recursos públicos em campanhas, com eleições indiretas previstas para caso de vacância no RJ.

Quase 70% dos governadores em exercício no Brasil não poderão disputar a reeleição nas eleições de 2026. Dos 27 atuais gestores estaduais, 18 completaram o limite de dois mandatos consecutivos, totalizando oito anos no cargo, conforme estabelece a legislação nacional. Essa limitação afeta nomes como Cláudio Castro (Rio de Janeiro), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ibaneis Rocha (Distrito Federal).

Entre esses 18 governadores, pelo menos 10 já anunciaram planos para disputar outros cargos eletivos. Destes, quatro planejam concorrer à presidência da República: Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR), Romeu Zema (MG) e Ronaldo Caiado (GO). Outros seis pretendem disputar vagas no Senado, como Fátima Bezerra (RN) e Helder Barbalho (PA).

De acordo com a legislação, os governadores que desejam concorrer a cargos diferentes devem renunciar até abril de 2026, seis meses antes da eleição, para evitar o uso de recursos públicos em benefício eleitoral. O Rio de Janeiro, por exemplo, deverá realizar eleições indiretas para escolher um governador interino caso Cláudio Castro deixe o cargo neste período, já que o estado está sem vice-governador desde 2025.

Os candidatos que saírem do governo em abril só poderão oficializar suas candidaturas após 15 de agosto, prazo final para registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após as convenções partidárias ocorridas entre julho e agosto.

Via Sputnik Brasil

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