Estudo de SP revela que obesidade infantil causa danos aos vasos sanguíneos precocemente

Pesquisa em São Paulo mostra que obesidade infantil causa danos precoces aos vasos sanguíneos e aumenta riscos cardiovasculares.
09/02/2026 às 11:01 | Atualizado há 1 mês
               
Obesidade infantil causa inflamação que prejudica vasos e aumenta riscos cardíacos. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) analisou 130 crianças entre 6 e 11 anos e constatou que a obesidade infantil causa danos imediatos à saúde vascular. A pesquisa identificou inflamação e disfunção no endotélio, a camada que reveste os vasos sanguíneos, aumentando o risco de doenças como aterosclerose, infarto e AVC mesmo na infância.

A investigação mostrou que o excesso de peso provoca inflamação crônica que envelhece precocemente as células do sistema imunológico, prejudicando o endotélio das crianças com sobrepeso e obesidade. Isso favorece lesões vasculares e dificulta a manutenção da saúde cardiovascular desde cedo.

Os pesquisadores ressaltam a importância de políticas públicas para reduzir a obesidade infantil, especialmente em comunidades vulneráveis, visando prevenir o agravamento dos problemas cardiovasculares na vida adulta e diminuir os custos futuros para o sistema público de saúde.

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) avaliou 130 crianças entre 6 e 11 anos e mostrou que a obesidade infantil pode causar danos imediatos à saúde cardiovascular. A pesquisa detectou sinais precoces de inflamação e disfunção no endotélio, a camada que reveste os vasos sanguíneos, indicando risco para doenças como aterosclerose, infarto e AVC já na infância.

A investigação, apoiada pela FAPESP, constatou que o excesso de peso promove uma inflamação crônica e de baixo grau que prejudica o sistema imunológico, causando envelhecimento precoce das células imunes. No endotélio, isso resulta em danos celulares ainda em crianças com sobrepeso e obesidade, o que amplia a gravidade do problema.

Os pesquisadores identificaram aumento na expressão do gene da citocina inflamatória TNF-alfa e elevação nos níveis de micropartículas endoteliais apoptóticas (EMPs), marcadores que indicam lesão nas células endoteliais. Essas alterações contribuem para a disfunção vascular, fator que pode desencadear complicações cardiovasculares mesmo antes dos tradicionais fatores de risco se manifestarem.

Os dados foram coletados em um Centro da Juventude em São Paulo, com suporte de profissionais da saúde. Além do monitoramento clínico, foi realizado um trabalho educativo para substituir alimentos ultraprocessados por opções mais saudáveis na alimentação das crianças.

Os autores reforçam a urgência de políticas públicas focadas na redução da obesidade infantil, principalmente em comunidades vulneráveis, para evitar que essas crianças se tornem adultos com doenças cardiovasculares e metabólicas, cenário que tende a elevar os custos para o sistema público de saúde.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.