Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 3,97% em 2026

Mercado financeiro revisa para baixo a previsão da inflação em 2026, projetando IPCA em 3,97% e possível queda da Selic em 2026.
09/02/2026 às 12:41 | Atualizado há 3 horas
               
Inflação projetada em 3,8% para 2027 e 3,5% para 2028 e 2029. (Imagem/Reprodução: Simnoticias)

O mercado financeiro reduziu a previsão para o índice oficial de inflação no Brasil, o IPCA, de 3,99% para 3,97% em 2026. Esta é a quinta redução consecutiva, posicionando a inflação dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A taxa Selic, atual ferramenta do Banco Central para conter a inflação, está em 15%, a mais alta desde 2006, mas há expectativa de redução para 12,25% até o final de 2026. O Comitê de Política Monetária indica que essa queda pode ocorrer em março, se os números econômicos se mantiverem favoráveis.

Para os próximos anos, a inflação deve ficar em torno de 3,5% ao ano, o crescimento do PIB em cerca de 2%, e o dólar deve se estabilizar próximo de R$ 5,50 até 2027. A primeira medição oficial para 2026 será divulgada em breve pelo IBGE.

A previsão do mercado financeiro para o IPCA, índice oficial da inflação no Brasil, caiu de 3,99% para 3,97% em 2026, conforme o boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC). Para 2027, o índice permanece estimado em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029 projetam uma inflação de 3,5% ao ano.

Esse ajuste marca a quinta redução consecutiva na expectativa para 2026, posicionando a inflação dentro do intervalo de tolerância da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 3% com variação permitida entre 1,5% e 4,5%. O IBGE vai liberar a primeira medição do IPCA 2026 nesta terça-feira (10).

Em dezembro de 2025, o IPCA subiu 0,33%, impulsionado principalmente pelos aumentos nos preços dos transportes por aplicativo e passagens aéreas, acumulando alta de 4,26% no ano.

A taxa Selic, principal ferramenta usada pelo BC para controlar a inflação, está em 15% ao ano, nível mais alto desde 2006. O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa sem alterações pela quinta reunião seguida e sinalizou possível redução dos juros em março, caso os dados econômicos continuem favoráveis.

Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25%, com novas quedas previstas para 2027 e 2028, chegando a 9,5% em 2029. O crescimento do PIB deve ficar em 1,8% neste e no próximo ano, subindo para 2% em 2028 e 2029. O dólar também deve se manter em torno de R$ 5,50 até 2027.

Via Sim Notícias

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