O Departamento de Justiça dos EUA pode ser investigado após suspeita de coerção para retirar aplicativos que rastreavam agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). O deputado Jamie Raskin solicitou documentos para apurar a possível pressão sobre Apple e Google.
As ferramentas foram removidas da App Store e Play Store por alegado risco à segurança dos agentes federais. A investigação pode revelar se houve intenção de limitar informações críticas às políticas migratórias atuais.
O caso ganha relevância política e levanta debates sobre censura em plataformas digitais, enquanto o Departamento de Justiça ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.
O Departamento de Justiça dos EUA pode ser investigado após suspeitas de ter pressionado a Apple e o Google a remover aplicativos que permitiam o monitoramento da localização de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). A solicitação partiu do deputado Jamie Raskin, que pediu documentos para apurar se houve coerção na retirada desses apps.
Esses aplicativos funcionavam com base na colaboração dos usuários, que reportavam a presença de agentes do ICE. Em outubro, a App Store e a Play Store removeram as ferramentas, alegando risco à segurança dos agentes federais. Raskin questiona se a ação ocorreu após pressão do governo, sugerindo que o objetivo teria sido limitar informações críticas às políticas migratórias atuais.
O deputado também relacionou o tema a incidentes em Minneapolis, onde dois civis foram mortos por agentes do ICE, e a outros casos em Chicago que apontam uso excessivo da força e divergências entre relatos oficiais e testemunhais. A investigação poderá aprofundar se há um padrão nessas ações do departamento.
O Departamento de Justiça ainda não se pronunciou oficialmente. A apuração pode ganhar força política se os democratas retomarem o comando da Câmara em próximas eleições, o que colocaria Raskin no posto de presidente do Comitê Judiciário.
Joshua Aaron, criador do aplicativo ICEBlock, apeado das lojas, apoia a investigação e vê a medida como tentativa de silenciar a comunicação entre cidadãos. O caso acompanha o debate sobre os limites da atuação do governo na censura de plataformas digitais.
Via Olhar Digital