Justiça dos EUA é alvo de investigação por suposta pressão contra apps de rastreamento do ICE

Departamento de Justiça dos EUA pode ser investigado por pressão em remoção de apps que monitoravam agentes do ICE.
09/02/2026 às 19:42 | Atualizado há 3 horas
               
Deputado quer transparência sobre remoção de apps que monitoravam agentes do ICE. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

O Departamento de Justiça dos EUA pode ser investigado após suspeita de coerção para retirar aplicativos que rastreavam agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). O deputado Jamie Raskin solicitou documentos para apurar a possível pressão sobre Apple e Google.

As ferramentas foram removidas da App Store e Play Store por alegado risco à segurança dos agentes federais. A investigação pode revelar se houve intenção de limitar informações críticas às políticas migratórias atuais.

O caso ganha relevância política e levanta debates sobre censura em plataformas digitais, enquanto o Departamento de Justiça ainda não se posicionou oficialmente sobre o assunto.

O Departamento de Justiça dos EUA pode ser investigado após suspeitas de ter pressionado a Apple e o Google a remover aplicativos que permitiam o monitoramento da localização de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). A solicitação partiu do deputado Jamie Raskin, que pediu documentos para apurar se houve coerção na retirada desses apps.

Esses aplicativos funcionavam com base na colaboração dos usuários, que reportavam a presença de agentes do ICE. Em outubro, a App Store e a Play Store removeram as ferramentas, alegando risco à segurança dos agentes federais. Raskin questiona se a ação ocorreu após pressão do governo, sugerindo que o objetivo teria sido limitar informações críticas às políticas migratórias atuais.

O deputado também relacionou o tema a incidentes em Minneapolis, onde dois civis foram mortos por agentes do ICE, e a outros casos em Chicago que apontam uso excessivo da força e divergências entre relatos oficiais e testemunhais. A investigação poderá aprofundar se há um padrão nessas ações do departamento.

O Departamento de Justiça ainda não se pronunciou oficialmente. A apuração pode ganhar força política se os democratas retomarem o comando da Câmara em próximas eleições, o que colocaria Raskin no posto de presidente do Comitê Judiciário.

Joshua Aaron, criador do aplicativo ICEBlock, apeado das lojas, apoia a investigação e vê a medida como tentativa de silenciar a comunicação entre cidadãos. O caso acompanha o debate sobre os limites da atuação do governo na censura de plataformas digitais.

Via Olhar Digital

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