O dólar fechou em queda constante nesta segunda-feira, atingindo R$ 5,1886, o menor valor desde maio de 2024. O recuo foi impulsionado pela desvalorização da moeda americana no mercado internacional e pela valorização do real.
Além da influência externa, o Ibovespa registrou alta de 1,80%, superando 186 mil pontos, puxado pelo desempenho positivo de ações de grandes empresas brasileiras. O cenário favorável atraiu investimentos para o mercado local.
No exterior, fatores como a vitória da primeira-ministra japonesa e preocupações com investimentos em títulos dos EUA abriram espaço para moedas emergentes, beneficiando o real e pressionando o dólar.
O dólar apresentou recuo constante frente ao real nesta segunda-feira, encerrando abaixo dos R$ 5,20, influenciado pela queda da moeda norte-americana no exterior. O dólar à vista fechou a R$ 5,1886, valorizando o real ao seu nível mais forte desde 28 de maio de 2024. No acumulado do ano, a divisa americana cai 5,47%. O movimento acompanha o avanço do Ibovespa, que terminou em alta de 1,80%, superando 186 mil pontos pela primeira vez, impulsionado por ações de grandes empresas como Itaú Unibanco, Vale e Petrobras.
Internacionalmente, a moeda americana sofreu perdas diante do iene após a vitória da primeira-ministra Sanae Takaichi no Japão. Além disso, o dólar recuou contra o euro e a libra, enquanto investidores aguardam dados importantes dos Estados Unidos, incluindo números de varejo, inflação e mercado de trabalho, que serão divulgados ao longo da semana.
O cenário externo favoreceu moedas de países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno, situação que também beneficiou o real. Esse contexto é reforçado pelo índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas, em declínio acentuado. Outro ponto que pressionou a moeda foram relatos de que autoridades chinesas orientaram instituições financeiras a diminuir investimentos em títulos do Tesouro dos EUA.
O Ibovespa ficou acima da marca de 186 mil pontos com volume de negociação próximo a R$ 25 bilhões, apoiado pelo bom desempenho das bolsas nos EUA, Europa e Japão, criando um ambiente favorável para entrada de capitais nos mercados emergentes, especialmente o brasileiro.
Via