Crise energética em Cuba testa resistência do regime diante da falta de petróleo e aliados

Cuba enfrenta crise energética sem petróleo e aliados, adotando medidas rigorosas para economizar energia e combater blecautes.
09/02/2026 às 21:21 | Atualizado há 4 horas
               
Cuba enfrenta sua maior crise energética em décadas após corte de exportações de Venezuela e México. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

Cuba vive a pior crise energética das últimas décadas após perder seus principais fornecedores de petróleo, a Venezuela e o México. Sem produção própria significativa, o país reduziu semanas de trabalho, cortou transporte público e adotou ensino semipresencial para economizar combustível e energia.

As reservas de petróleo podem acabar em até 20 dias, o que remete à crise econômica dos anos 1990. Cuba voltou a usar lenha e carvão para atividades básicas e tornou o teletrabalho comum. Cortes em trens, ônibus e serviços públicos também foram implementados, enquanto o turismo sofre com fechamentos de resorts.

O apagão frequente atinge o sistema elétrico, dependente de termelétricas, e as negociações com a Rússia para ajuda ainda são incertas. O cenário agrava a fragilidade do regime, que enfrenta dificuldades sem parceiros fortes no exterior.

Cuba enfrenta sua pior crise energética em décadas, pressionada pela escassez de petróleo após a interrupção das exportações da Venezuela e do México. O país, sem produção significativa de combustíveis, adotou medidas rigorosas para economizar energia e combustível, incluindo redução da semana de trabalho, corte no transporte público e aulas semipresenciais nas universidades.

O governo cubano informou que as reservas de petróleo devem durar apenas entre 15 e 20 dias, cenário que lembra o colapso econômico dos anos 1990, após o fim da União Soviética. Para lidar com a situação, estão sendo retomadas práticas antigas, como o uso de lenha e carvão para atividades essenciais.

Além da redução das atividades administrativas entre segunda e quinta-feira, o governo promove o teletrabalho e a dispensa temporária de funcionários. Os serviços de trens, ferries e ônibus sofrerão cortes, com prioridade para setores portuários e aeroportuários. Veículos privados terão restrições no abastecimento.

No setor educacional, as aulas presenciais serão mantidas para crianças pequenas, mas poderão ocorrer cortes de jornada em creches e ensino superior adotará o modelo misto como principal formato. O turismo, fonte crucial de moeda estrangeira, também foi impactado, com fechamento de resorts e realocação de hóspedes.

A matriz elétrica da ilha, dependente de termelétricas, já apresenta blecautes frequentes, com o déficit de energia se agravando. Sem um parceiro forte para ajudar Cub a superar essa fase, as negociações com a Rússia estão em andamento, embora dúvidas persistam sobre a capacidade de Moscou oferecer suporte efetivo diante das sanções ocidentais.

Via Brazil Journal

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.