Asteroide do tamanho de um prédio pode atingir a Lua em 2032, dizem agências espaciais

Asteroide de 60 metros tem 4% de chance de colidir com a Lua em 2032, sem riscos para a Terra.
09/02/2026 às 21:41 | Atualizado há 7 horas
               
Impacto lunar causará tremores e brilho intenso similar ao de Vênus no céu. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

O asteroide 2024 YR4, com cerca de 60 metros de diâmetro, tem uma probabilidade de 4% a 4,3% de atingir a Lua em 22 de dezembro de 2032. Pesquisas realizadas pela NASA e pela ESA indicam que esse impacto não oferece perigo para a Terra.

Caso ocorra a colisão, o impacto gerará um clarão intenso visível da Terra, parecido com o brilho do planeta Vênus, e poderá criar uma cratera de aproximadamente 1 km no hemisfério sul lunar. O fenômeno será melhor observado por telescópios em regiões como leste asiático e América do Norte.

Estudos indicam que o evento será um espetáculo raro, mas com baixa chance de acontecer. A análise foi feita com base em 10 mil simulações e aguarda confirmação científica para detalhar os efeitos.

O asteroide 2024 YR4, com cerca de 60 metros de diâmetro, teve 3,1% de chance de atingir a Terra em 2025, segundo a NASA. Atualmente, essa possibilidade está zerada. No entanto, a ameaça agora é para a Lua: a probabilidade de colisão com o satélite natural é de 4,3%, segundo a agência americana, e 4% conforme a Agência Espacial Europeia (ESA).

O impacto, previsto para 22 de dezembro de 2032, não representa perigo para a Terra. A colisão poderá gerar um brilho intenso visível da superfície terrestre por vários minutos. O choque deve ocorrer com velocidade estimada em 14 km/s, possivelmente criando uma cratera de cerca de 1 quilômetro de largura por 150 metros de profundidade na região norte da cratera Tycho, no hemisfério sul lunar.

Para estimar o cenário, pesquisadores fizeram 10 mil simulações da trajetória do objeto pelo sistema solar. O clarão gerado seria semelhante ao brilho de uma estrela, atingindo magnitude entre -2,5 e -3, equiparando-se ao brilho do planeta Vênus no céu noturno.

No dia do evento, cerca de 70% da Lua estará iluminada, o que dificulta a observação do clarão a olho nu, especialmente porque ele só será visível na parte sombreada. Áreas como o leste asiático, Oceania, Havaí e oeste da América do Norte terão as melhores condições para assistir ao fenômeno com auxílio de telescópios.

O estudo que detalha essas estimativas foi publicado em janeiro na plataforma arXiv e aguarda revisão de pares para confirmação dos dados apresentados.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.