Empresas interessadas já analisam o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em preparação para o leilão de concessão agendado para 30 de março. O Ministério dos Portos e Aeroportos concluiu um ciclo de apresentações para seis grupos, destacando que será um dos eventos mais relevantes do setor em 2024.
O valor mínimo para entrar no leilão é de R$ 932 milhões, e a Infraero, que detém 49% do aeroporto, deixará de administrar o terminal. Entre os concorrentes estão o atual consórcio formado pela Vinci Compass e Changi, além de outras empresas como Aena, Zurich e outros grupos internacionais. O vencedor terá a obrigação de repassar 20% do faturamento bruto à União até 2039.
Equipes de empresas já estão no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, para analisar detalhes técnicos, preparando-se para o leilão da concessão marcado para 30 de março. O Ministério dos Portos e Aeroportos concluiu um roadshow com seis grupos interessados, reforçando que o evento será um dos principais do setor em 2024.
O valor mínimo para participação é de R$ 932 milhões, e a operação deixará a Infraero, que detém 49%, fora da administração. O atual consórcio, formado pela Vinci Compass e pela operadora Changi, é o favorito por já conhecer bem a infraestrutura do terminal. Porém, concorrentes como a Aena, que administra o aeroporto de Congonhas, e a suíça Zurich, presente em Natal e Florianópolis, também demonstram interesse e visitaram o Galeão.
Outros nomes, como a francesa VINCI, que opera mais de 70 aeroportos mundialmente, e a alemã Fraport, administradora dos aeroportos de Porto Alegre e Fortaleza, mantêm cautela em relação ao leilão. A mexicana Asur acompanha o processo, mas pode atuar apenas de forma observadora, sem intenção de participar do certame.
O leilão acontece após anos de incertezas, marcado por mudanças contratuais e negociações complexas, que envolveram a saída da Odebrecht da operação. Um dos desafios para os interessados é a competição entre o Galeão e o aeroporto Santos Dumont, cujas limitações de capacidade recentes foram revistas para favorecer o ambiente concorrencial.
Além do pagamento à vista, o vencedor terá um compromisso anual de repassar 20% do faturamento bruto à União até 2039. Esse formato busca garantir estabilidade financeira diante de possíveis alterações regulatórias.
Via Brazil Journal