Operação da Polícia Federal prende suspeitos por divulgação de abuso sexual contra mulheres na internet

PF realiza operação contra criminosos que divulgavam vídeos de abuso sexual contra mulheres. Prisões em cinco estados reforçam combate a esses crimes.
11/02/2026 às 13:21 | Atualizado há 6 horas
               
PF e Europol desarticulam rede que dopava e estuprava mulheres em cinco estados. (Imagem/Reprodução: Tecmundo)

A Polícia Federal deflagrou a Operação Somnus para combater a divulgação de vídeos com abuso sexual contra mulheres. Prisões ocorreram em São Paulo, Bahia e Ceará, com mandados cumpridos também no Pará e Santa Catarina.

As investigações mostram que os criminosos dopavam vítimas, muitas vezes companheiras, para cometer abusos enquanto estavam inconscientes. A ação foi motivada por informações da Europol sobre uma rede internacional que envolvia brasileiros e criminosos de 20 países.

A polícia apreendeu celulares e computadores com provas e os presos podem responder por estupro de vulnerável e divulgação dessas imagens, crimes com penas que ultrapassam 15 anos. A operação reforça o combate a redes de abuso sexual no Brasil.

A Polícia Federal realizou a Operação Somnus para combater crimes contra a dignidade sexual e a divulgação de vídeos com abuso de mulheres. Actions ocorreram em cinco estados, com prisões realizadas em São Paulo, Bahia e Ceará. Mandados também foram cumpridos no Pará e Santa Catarina. Até agora, três suspeitos foram detidos, sem detalhes divulgados.

As investigações indicam que os criminosos dopavam mulheres com medicamentos para abusar delas enquanto estavam inconscientes. Algumas vítimas eram companheiras dos próprios suspeitos, que cometiam os atos durante o estado de sedação sem o conhecimento delas.

A operação teve início após informações da Europol que apontavam uma rede internacional de compartilhamento desses vídeos ilegais, envolvendo pelo menos sete brasileiros em conjunto com criminosos de 20 países. Entre os materiais apreendidos estão celulares, computadores e dispositivos de armazenamento que podem conter provas dos crimes.

Além da prática de estupro de vulnerável, os presos podem responder pela divulgação dessas imagens, com penas que podem ultrapassar 15 anos, especialmente se houver lesões corporais. A investigação também revelou uma conduta de ódio contra mulheres, característica presente no conteúdo e na organização dos envolvidos.

Essa ação ocorre em um contexto de crescente combate a redes de abuso sexual no Brasil, reforçando o esforço das autoridades para coibir esses crimes. Novas informações sobre o caso ainda devem ser divulgadas conforme o andamento das apurações.

Via TecMundo

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.