Semelhanças nos cenários eleitorais do Brasil e da Colômbia em 2026

Entenda os desafios comuns e as particularidades das eleições no Brasil e na Colômbia em 2026.
11/02/2026 às 13:42 | Atualizado há 7 horas
               
Brasil e Colômbia em 2026: eleições marcadas por polarização, conservadorismo e tensões. (Imagem/Reprodução: Theconversation)

As eleições de 2026 no Brasil e na Colômbia apresentam desafios semelhantes, como alta polarização e instabilidade política. No Brasil, o governo Lula enfrenta uma oposição firme e um Congresso fragmentado.

Na Colômbia, o governo de Gustavo Petro lida com tensões institucionais e uma disputa eleitoral volátil, com muitos eleitores indecisos. Ambos os países precisam construir alianças políticas para garantir a governabilidade.

A polarização afeta diretamente a dinâmica eleitoral e a gestão dos governos de esquerda, destacando a complexidade política comum às duas nações na América Latina.

A partir de 2026, o cenário político na América Latina estará marcado por importantes eleições no Brasil e na Colômbia, países que enfrentam desafios comuns em meio a um ambiente de alta polarização e instabilidade. O Brasil, governado por Luiz Inácio Lula da Silva, vivencia uma intensa divisão política, com uma oposição firme e uma base de apoio consistente, mas fragmentada entre grupos ideológicos opostos. A competição eleitoral reflete a dificuldade de governabilidade em meio a uma coalizão heterogênea e um Congresso fragmentado.

Já a Colômbia, sob a liderança de Gustavo Petro, experimenta tensões institucionais e obstáculos para implementar reformas estruturais em saúde, tributação e transição energética. O contexto político colombiano é marcado por fragmentação partidária e maior volatilidade eleitoral, com um número significativo de eleitores indecisos, tornando a disputa mais imprevisível.

Os dois países compartilham o desafio de administrar governos de esquerda em democracias presidenciais, enfrentando resistências internas e pressões externas, como a retomada da atuação dos Estados Unidos na região. No Brasil, a reeleição de Lula é um fator central, enquanto na Colômbia a sucessão presidencial adiciona complexidade à manutenção do projeto político atual.

Neste contexto, a capacidade de construir alianças políticas e gerenciar coalizões é fundamental para a continuidade das políticas estaduais. A polarização afetiva, em que o antagonismo entre grupos supera a discussão sobre políticas públicas, também tem impacto direto nas dinâmicas eleitorais e na governabilidade.

Via The Conversation

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.