Professores detalham mudanças nos critérios de correção da redação do Enem

Saiba como as mudanças na correção da redação do Enem impactam sua nota e como se preparar para o exame.
12/02/2026 às 06:02 | Atualizado há 1 mês
               
Confira as novas regras do Enem e dicas para mandar bem na redação. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

A correção da redação do Enem sofreu alterações importantes que impactaram as notas dos candidatos. As mudanças incluem maior rigor na avaliação do repertório cultural e na coerência textual, afetando diretamente as competências 2 e 3.

A competência 4 agora foca na qualidade da conexão das ideias, sem exigir quantidade mínima de conectivos. Já na competência 5, a ausência da ação na proposta de intervenção passou a gerar penalizações maiores, exigindo soluções mais estruturadas.

Especialistas recomendam ampliar o repertório cultural e treinar a escrita conforme as novas diretrizes, mesmo sem confirmação oficial do Inep. Essa adaptação pode aumentar as chances de um melhor desempenho na redação do exame.

A recente queda nas notas da Redação do Enem tem despertado dúvidas entre os candidatos. Documentos revelam alterações nos critérios de correção, que tiveram impacto direto na avaliação. Segundo especialistas, a mudança mais significativa envolve o repertório cultural. Agora, referências genéricas ou desconectadas do tema são penalizadas em duas competências, comprometendo a coerência e organização do texto.

O professor Lúcio Manga explica que o repertório deve ter relação direta com o tema para a redação manter a coerência. Isso faz com que as competências 2 e 3, que avaliam compreensão do tema e organização dos argumentos, sejam avaliadas de forma conjunta. Outra modificação importante está na competência 4, que antes exigia uma contagem mínima de conectivos no texto. Atualmente, o foco está na qualidade e regularidade da conexão das ideias, e não apenas na quantidade.

Quanto à competência 5, responsável pela proposta de intervenção, a ausência da “ação” – o que será feito para resolver o problema – passou a acarretar uma perda de 120 pontos, frente à penalização anterior de 40 pontos. Essa alteração torna a avaliação mais rigorosa e reforça a necessidade de uma solução bem estruturada no texto.

A professora Raquel Frontelmo, ex-corretora do Enem, ressalta que a análise tornou-se mais subjetiva, considerando o nível das expressões usadas no texto. Diante dessas mudanças, os educadores recomendam que os alunos estudem de forma integrada, ampliando repertórios culturais e treinando a escrita para se adaptarem aos novos critérios.

Até o momento, o Inep não oficializou essas alterações, mas preparar-se conforme as novas diretrizes é uma forma segura de garantir melhor desempenho na redação do exame.

Via Tribuna Online

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.