David Einhorn, gestor de fundos, prevê que bancos centrais começam a substituir o dólar pelo ouro como principal reserva. A decisão vem da instabilidade na política comercial dos EUA e do crescente déficit público.
O preço do ouro ultrapassa US$ 5.300 por onça, enquanto o déficit dos EUA chega a US$ 1,9 trilhão. Isso gera dúvidas sobre a estabilidade do dólar na economia global.
Apesar do dólar ainda dominar as reservas internacionais, a compra de ouro indica uma mudança gradual. Einhorn destaca que o ouro protege contra a má gestão econômica americana, sem defender o retorno ao padrão-ouro.
O gestor de fundos David Einhorn, conhecido por suas análises precisas, prevê que bancos centrais passarão a substituir o dólar pelo ouro como principal ativo de reserva. Segundo ele, a instabilidade na política comercial dos EUA e o aumento do déficit público levam países a buscar alternativas mais seguras para suas reservas globais.
O metal precioso ultrapassou recentemente a marca de US$ 5.300 por onça, refletindo a busca por proteção frente a incertezas econômicas. O déficit dos EUA atingiu US$ 1,9 trilhão, um nível considerado insustentável pelo Escritório de Orçamento do Congresso, o que abre espaço para questionamentos sobre o papel do dólar na economia mundial.
Einhorn ressalta que, embora o dólar ainda seja a moeda de reserva predominante, com cerca de 58% das reservas cambiais, a compra de ouro pelos bancos centrais indica uma mudança gradual nessa preferência. Ele destaca que a atual situação fiscal dos EUA justifica a tendência dos governos em buscar o ouro.
O gestor também aposta em cortes mais frequentes nas taxas de juros pelo Federal Reserve do que o mercado prevê, o que poderia fortalecer o apelo do ouro como proteção. Apesar desta visão, Einhorn não defende o retorno ao padrão-ouro, mas vê o metal como meio de preservar confiança contra a má gestão econômica americana.
Com preços ainda robustos, em torno de US$ 5.100 por onça, o ouro segue atraindo atenção no cenário financeiro internacional, enquanto o dólar enfrenta desafios para manter sua posição.
Via InfoMoney