Polícia identifica falhas no Discord que facilitam crimes contra jovens no Brasil

Polícia de SP revela falhas no Discord que favorecem crimes contra jovens e pede mais segurança nas plataformas digitais.
13/02/2026 às 08:21 | Atualizado há 3 horas
               
Relatório da PC-SP aponta falhas na moderação que facilitam violência contra menores. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

A Polícia Civil de São Paulo identificou falhas graves no Discord e em outras plataformas digitais que facilitam crimes contra crianças e adolescentes. O Núcleo de Observação Digital apontou demora na remoção de grupos criminosos e falta de monitoramento eficaz, que permite violência e estímulo ao suicídio em transmissões ao vivo.

Desde o final de 2024, a polícia resgatou 359 jovens em situação de risco, monitorando mais de 1,2 mil perfis suspeitos de crimes sexuais. Agentes disfarçados atuam 24 horas para mapear quadrilhas e localizar vítimas em comunidades fechadas.

O relatório foi enviado ao Ministério Público, que busca obrigar as empresas de tecnologia a reforçar a supervisão de suas plataformas. O objetivo é que elas assumam responsabilidade e ajudem a proteger os usuários jovens, combatendo a violência online de forma mais eficiente.

A Polícia Civil de São Paulo identificou falhas significativas na segurança do Discord e outras plataformas digitais, que facilitam crimes contra crianças e adolescentes. Um relatório do Núcleo de Observação Digital (NOAD) aponta demora na remoção de grupos criminosos e falta de monitoramento eficiente, permitindo atos como violência e estímulo ao suicídio durante transmissões ao vivo.

A equipe da polícia atua 24 horas fiscalizando esses ambientes digitais, com agentes disfarçados que ajudam a mapear quadrilhas e localizar vítimas em comunidades fechadas. Desde o final de 2024, foram resgatados 359 jovens em situação de risco. Atualmente, mais de 1,2 mil perfis suspeitos de crimes sexuais e compartilhamento de imagens proibidas seguem sob vigilância.

Pesquisas recentes indicam que 57% dos jovens de 10 a 17 anos já tiveram contato com conteúdos impróprios na internet, o que reforça a insuficiência dos sistemas automáticos para proteger essa faixa etária. Com base nessas constatações, o relatório foi encaminhado ao Ministério Público, que analisa maneiras de obrigar as empresas de tecnologia a aprimorar a supervisão de suas plataformas.

O objetivo das autoridades é que essas companhias assumam a responsabilidade pelo que ocorre em suas redes em tempo real, contribuindo para frear a violência online e proteger os usuários jovens. A pressão deve aumentar para que o Discord e plataformas similares adotem medidas que reforcem a segurança e evitem a propagação de crimes pela internet.

Via Olhar Digital

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.