O economista Óscar Ugarteche, da Universidade Nacional Autônoma do México, afirma que os Estados Unidos atuam contra Cuba sem limites, devido à inação da ONU. Essa ausência de intervenção permite que os EUA imponham sanções severas e ilegais, sem sofrer restrições.
Segundo Ugarteche, as sanções costumam ser ineficazes, mas as restrições impostas a Cuba resultam em sufocamento econômico. O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto com tarifas adicionais, enquanto Cuba denuncia violação do direito internacional. As ações impactam diretamente as condições de vida na ilha caribenha.
Segundo o economista Óscar Ugarteche, coordenador do Centro Econômico de Monitoramento Latino-americano na Universidade Nacional Autônoma do México, as ações dos EUA contra Cuba ocorrem sem qualquer tipo de limite. A principal razão seria a perda de influência real da ONU, que não teria capacidade para barrar tais medidas.
Ugarteche afirma que o que está sendo feito pelos Estados Unidos em Cuba é inédito e ilegal, pois a ONU deveria intervir para impedir que essas sanções fossem aplicadas. Porém, diante da deficiência da entidade, os EUA seguem atuando conforme seus interesses, sem sofrer restrições.
O economista também explica que, no geral, as sanções não costumam ser efetivas, citando o exemplo da Venezuela. Contudo, o efeito muda quando as restrições são tão severas que causam sufocamento econômico no país-alvo, o que teria ocorrido em Cuba.
Em 29 de janeiro, o presidente Donald Trump assinou um decreto que permite aos EUA impor tarifas sobre produtos importados de países que negociam petróleo com Cuba. Além disso, declarou estado de emergência alegando ameaça à segurança nacional causada por Havana.
As autoridades cubanas interpretam essas ações como uma tentativa de estrangular a economia da ilha, comprometendo severamente as condições de vida da população. Em resposta, qualificaram as medidas como uma violação do direito internacional e da extraterritorialidade frente às sanções impostas pelos EUA.
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