Chairman da Copasa renuncia em meio a polêmica sobre passado da Aegea

Chairman da Copasa renuncia após revelações sobre pagamento de propinas pela Aegea, em meio à privatização da estatal mineira.
13/02/2026 às 14:21 | Atualizado há 4 horas
               
Hamilton Amadeo renuncia à presidência da Copasa durante preparação para privatização. (Imagem/Reprodução: Braziljournal)

Hamilton Amadeo renunciou ao cargo de chairman da Copasa durante o processo de privatização da estatal mineira. Ele foi ex-CEO da Aegea e figura central em acordo que admitiu pagamento de propinas a políticos. A renúncia ocorreu após reportagem revelar detalhes do caso, que envolve um acordo homologado pelo STJ.

Amadeo tinha apoio do governador Romeu Zema no processo de privatização, aprovado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. O projeto prevê a venda de até 50% da participação do governo na Copasa, com leilão previsto para abril e participação de investidores estratégicos.

O governo mineiro busca investidores para a Copasa, com Sabesp, Aegea e Perfin como candidatas potenciais. O negócio tem valor estimado em R$ 21,4 bilhões e é considerado o destaque do setor de saneamento este ano.

Hamilton Amadeo renunciou ao cargo de chairman da Copasa, estatal mineira, durante o processo de privatização da empresa. Amadeo, ex-CEO da Aegea por nove anos, assumiu a presidência do conselho da Copasa em 2023, após ingressar na companhia em 2022 como membro do conselho. Além disso, ele atua como diretor operacional da Orizon e integrava o conselho da Virtu GNL.

A decisão de Amadeo ocorreu no mesmo dia em que reportagem do UOL revelou detalhes de um acordo de colaboração da Aegea com autoridades em 2021, em que a empresa admitiu pagamento de propinas a políticos. Amadeo, que tinha a palavra final sobre esses pagamentos, foi um dos delatores no acordo, homologado no ano passado pelo Superior Tribunal de Justiça, que prevê o pagamento de R$ 439 milhões à União em 15 parcelas anuais.

Na Copasa, Amadeo apoiava o governador Romeu Zema na privatização da estatal, cujo projeto passou na Assembleia Legislativa em dezembro e teve a modelagem aprovada em janeiro. O Itaú BBA projeta que o leilão da privatização poderá ocorrer por volta de abril, sendo considerado o deal do ano no setor de saneamento.

O governo de Minas Gerais pretende vender até 50% da sua participação na Copasa, que tem valor de mercado estimado em R$ 21,4 bilhões. O modelo exige a busca por um investidor estratégico com compra mínima de 30% com lock-up. Se não houver um investidor âncora, o Estado poderá vender todas as ações a mercado. Sabesp, Aegea e Perfin são apontadas como potenciais interessadas.

Via Brazil Journal

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