Expedição no oceano Antártico registra espécie rara de tubarão-dorminhoco

Pesquisadores capturam imagem inédita de tubarão-dorminhoco em águas geladas da Antártida.
13/02/2026 às 20:41 | Atualizado há 5 horas
               
Animal registrado em águas abaixo de zero por câmera subaquática australiana. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Durante uma expedição na região do Oceano Antártico, pesquisadores da Austrália Ocidental registraram uma espécie rara de tubarão-dorminhoco. O animal foi filmado a 1.400 metros de profundidade, em águas próximas a 1ºC, ambiente pouco comum para essa espécie.

O tubarão mede cerca de 3,5 metros e apresenta comportamento lento, típico de sua espécie. Pesquisas buscam entender sua diversidade dentária e sua adaptação a águas frias do hemisfério sul.

Estudos recentes tentam identificar se essas espécies podem se mesclar geneticamente e se sua distribuição pode se expandir no Oceano Antártico devido às mudanças climáticas.

Durante uma expedição na Fossa de Tonga, no sudoeste do Oceano Pacífico, pesquisadores da Universidade da Austrália Ocidental registraram uma filmagem rara de uma espécie desconhecida de tubarão-dorminhoco. O animal foi capturado por câmera subaquática a 1.400 metros de profundidade, em águas a aproximadamente 1ºC — um ambiente próximo ao Oceano Antártico, onde a presença desse tubarão é incomum.

O tubarão observado mede cerca de 3,5 metros, movimentando-se lentamente, típico do comportamento desse grupo. A imagem mostra sua boca aberta, revelando fileiras de dentes, embora a diversidade dentária da espécie ainda não seja conhecida. Esses tubarões habitam diversos oceanos, mas são raramente registrados no hemisfério sul, especialmente em águas tão frias.

Esses animais têm pele manchada, pequenas barbatanas e vivem entre a superfície e grandes profundidades. O nome “dorminhoco” vem de sua movimentação lenta, economizando energia em ambientes frios e escuros. No Hemisfério Norte, o tubarão-da-Groenlândia, que pode viver até 400 anos, é o mais estudado e usado como base para entender essas espécies.

Na região sul, duas espécies parecidas são estudadas: o tubarão-dorminhoco-do-sul e o pacífico. Estudos genéticos recentes sugerem que podem ser uma só espécie, e amostras coletadas ajudarão a confirmar essa hipótese. Também há interesse em entender se a espécie poderá se distribuir mais pelo Oceano Antártico com o aumento das temperaturas causadas pelas mudanças climáticas.

Via Galileu

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.