A confiança da União Europeia na relação com os Estados Unidos está fragilizada, segundo reportagem do The New York Times. Muitos líderes europeus, após o Fórum Econômico Mundial em Davos, perderam a esperança de uma cooperação transatlântica sólida.
As tensões políticas e o ceticismo quanto ao compromisso dos EUA com a segurança europeia marcam esse cenário. Apesar de declarações públicas reconhecendo aliados importantes, a relação entre UE e EUA enfrenta uma fase delicada e incerta para o futuro.
A confiança da União Europeia (UE) na relação com os Estados Unidos está fragilizada, segundo o jornal The New York Times. O periódico aponta que, desde o Fórum Econômico Mundial em Davos, muitos líderes europeus perderam a esperança de retomar a antiga cooperação transatlântica. Este rompimento se dá por diferenças políticas e descrença no compromisso dos EUA com valores e a segurança europeia.
Embora nos bastidores da Conferência de Segurança de Munique não tenha havido provocações diretas, os europeus mantêm um olhar crítico. Aos olhos de especialistas, como Mark Leonard, diretor do European Council on Foreign Relations (ECFR), o discurso americano suavizou, mas as práticas permanecem inalteradas, reforçando o ceticismo dos europeus.
Entre os episódios recentes, o ex-presidente Donald Trump criticou abertamente líderes europeus em Davos, afirmando que o continente caminha em direção equivocada e destacando os EUA como principal motor econômico global. A repercussão disso inclui a declaração de um diplomata europeu que afirmou que o sonho americano sobre a Europa está morto.
Apesar das tensões, os Estados Unidos reconheceram publicamente aliados importantes, especialmente a Alemanha. Ainda assim, a relação transatlântica vive um momento delicado, marcado pela ausência de confiança mútua e dúvidas quanto ao alinhamento futuro entre as duas potências.
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