123 Milhas propõe pagar credores em até sete anos e com descontos

123 Milhas propõe acordo para credores com pagamento longo e desconto de até 40%. Saiba os detalhes da proposta e prazos.
14/02/2026 às 13:21 | Atualizado há 4 horas
               
Empresa busca acordo prévio para evitar litígio na assembleia de credores. (Imagem/Reprodução: Infomoney)

A 123 Milhas, empresa que entrou em recuperação judicial em agosto de 2023, enviou uma proposta de acordo para cerca de 800 mil credores. A dívida total soma R$ 2,4 bilhões, e a empresa oferece pagamento em até sete anos e meio, com desconto.

A proposta apresenta três modalidades: pagamento integral com cashback, desconto de 40% parcelado em 12 parcelas semestrais e plano para valores menores com parcelas de até R$ 450 em cinco anos. A iniciativa visa negociar antes da Assembleia Geral de Credores, sem data definida.

Especialistas alertam que a proposta pode causar perdas aos credores, que precisam renunciar a ações judiciais para aceitar o acordo. A estratégia busca acelerar a redução do passivo da empresa, mas pode prejudicar quem deseja receber o valor total rapidamente.

A 123 Milhas, empresa de viagens que entrou em recuperação judicial em agosto de 2023, está enviando mensagens via WhatsApp para seus aproximadamente 800 mil credores com uma nova proposta de acordo extrajudicial. O objetivo é pagar os débitos acumulados, que somam R$ 2,4 bilhões, em até sete anos e meio, com desconto.

A proposta prevê três modalidades de pagamento: o valor integral, porém com um sistema de cashback em compras futuras; um desconto de 40% pago em 12 parcelas semestrais a partir de 18 meses, resultando em prazo total de sete anos e meio; e a última opção para valores menores, com parcelas até R$ 450,00 pagas em cinco anos, começando dois anos e meio após a aceitação.

Essa estratégia busca uma negociação direta com os clientes antes da Assembleia Geral de Credores, que ainda não tem data definida, mas deve ocorrer no segundo semestre. Aceitar o acordo implica renunciar a ações judiciais e a participação na assembleia.

Especialistas alertam que o parcelamento e os descontos significam um risco transferido aos credores, que podem sofrer perdas significativas no valor original investido. A legislação atual favorece a continuidade das empresas em recuperação em detrimento dos consumidores, que tendem a arcar com prejuízos financeiros consideráveis, independentemente de aceitarem ou não a oferta.

Assim, a iniciativa da empresa pode reduzir o número de contestos na assembleia, acelerando a redução de seu passivo, mas representa um desafio para quem busca reaver o total das dívidas de forma rápida e integral.

Via InfoMoney

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