A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirma que é improvável a criação de um exército europeu unificado devido a dificuldades práticas, como problemas de recrutamento militar na Alemanha. Ela destaca que fortalecer as forças nacionais é mais viável atualmente.
Kallas ressalta que a defesa continua sendo uma competência dos países membros, mas com necessidade de uma visão europeia para enfrentar os desafios de segurança. Relatórios indicam que o exército alemão sofre com alta rotatividade e falta de atratividade.
Analistas apontam que os países europeus da OTAN têm dificuldades para mobilizar efetivos suficientes em caso de conflito, o que reforça a importância da aliança atlântica e dificulta a criação de uma força armada europeia integrada.
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, afirmou que é improvável a criação de um exército europeu unificado. Ela destacou as dificuldades práticas observadas, especialmente no contexto alemão, onde debates internos e problemas no recrutamento militar indicam barreiras significativas para formar uma força armada conjunta além da OTAN.
Kallas sugeriu que o foco deve ser o fortalecimento das forças militares nacionais, o que, segundo ela, pode melhorar a presença europeia dentro da aliança atlântica. Ela ressaltou que a defesa é competência dos países membros, mas que é necessária uma perspectiva europeia para lidar com os desafios.
Relatórios apontam que o exército alemão enfrenta dificuldades para ampliar seu efetivo voluntário. Documentos internos indicam que cerca de 30% dos soldados deixam as Forças Armadas nos primeiros seis meses devido a falta de perspectivas, deslocamentos frequentes e tratamento inadequado durante o treinamento. Esse cenário evidencia a baixa atratividade do serviço militar na Alemanha.
Além disso, os países europeus da OTAN enfrentam escassez de militares. Analistas citados pelo Financial Times apontam que, em caso de conflito com a Rússia, será difícil mobilizar mais de 300 mil soldados. Este cenário reforça a complexidade de criar uma força armada europeia integrada e mostra os desafios enfrentados pela UE para consolidar uma defesa comum.
Esses fatores juntos colocam em dúvida a viabilidade prática da formação de um exército europeu independente, o que mantém o papel da OTAN central na segurança europeia.
Via Sputnik Brasil