Em 2024, um fenômeno interessante marcou o mercado de criptomoedas brasileiro: as stablecoins lastreadas em dólar ultrapassaram o Bitcoin em volume de compras na Bitso. Este cenário levanta questões sobre a crescente busca por segurança e estabilidade em um mercado conhecido por sua volatilidade. Acompanhe a análise deste movimento e suas implicações.
Um relatório da Stablecoins superaram Bitcoin em 2024
na plataforma Bitso revelou uma mudança significativa no comportamento dos investidores brasileiros de criptomoedas. As compras de stablecoins, como USDC e USDT, representaram 26% dos ativos digitais adquiridos, superando os 22% do Bitcoin (BTC).
A valorização do dólar frente ao real em 2024, que ultrapassou 27%, impulsionou a procura por stablecoins atreladas à moeda americana. Enquanto isso, o Bitcoin, apesar de uma alta de mais de 180% no mesmo período, teve seu maior crescimento concentrado a partir de novembro, após a reeleição de Donald Trump.
Bárbara Espir, Country Manager da Bitso Brasil, atribui esse aumento no interesse por “dólar digital” não apenas à alta do dólar, mas também aos avanços regulatórios no Brasil. Discussões sobre o Marco Legal das Criptomoedas e a regulamentação de stablecoins contribuíram para um ambiente mais favorável a esses ativos.
Espir destaca o amadurecimento do mercado brasileiro de criptomoedas, com investidores diversificando seus portfólios. Ela prevê a continuidade dessa tendência, impulsionada pelo crescimento institucional e pelo maior acesso a serviços financeiros com base em blockchain.
Dados da Bitso mostram que, embora o Bitcoin continue sendo o ativo mais mantido (holdado) no Brasil, sua presença nas carteiras diminuiu 13 pontos percentuais em 2024. Este movimento sugere uma realização de lucros após a valorização da criptomoeda. Em contrapartida, a posse de stablecoins, como USDT e USDC, cresceu 7 pontos percentuais.
A plataforma registrou 1,9 milhão de usuários brasileiros em 2024, um aumento de 6% em relação a 2023. O perfil demográfico predominante permanece na faixa etária de 25 a 34 anos, representando 38% dos usuários ativos. A Bitso considera o Brasil um mercado estratégico, dado o dinamismo do ecossistema cripto e os avanços regulatórios.
A crescente adoção de stablecoins no Brasil reflete uma busca por estabilidade em meio à volatilidade do mercado cripto. A regulamentação em andamento e o interesse de investidores experientes podem consolidar as stablecoins como um componente importante no cenário financeiro brasileiro.
Via Startups