EUA usaram inteligência artificial para ajudar na captura de Maduro na Venezuela

Governo dos EUA utilizou IA para apoiar operação que prendeu Nicolás Maduro na Venezuela, segundo relatório.
15/02/2026 às 14:42 | Atualizado há 6 horas
               
A decisão mostra a integração oficial da inteligência artificial nas estratégias governamentais. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

O governo dos Estados Unidos recorreu à inteligência artificial Claude, da empresa Anthropic, para auxiliar em uma operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. A IA foi usada em conjunto com análises de dados e suporte logístico, embora detalhes específicos ainda sejam confidenciais.

Essa operação contou com uma parceria entre o Pentágono e a Palantir Technologies, evidenciando o interesse militar na tecnologia para missões complexas. O uso da IA levanta debates sobre ética e soberania, já que a ação ocorreu em território venezuelano.

O caso ressalta o crescimento do emprego de inteligência artificial em contextos militares, mesmo diante das restrições e controvérsias envolvendo sua aplicação em operações de conflito.

O governo dos Estados Unidos utilizou a inteligência artificial Claude, da empresa Anthropic, para auxiliar na operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro na Venezuela, segundo relatório do The Wall Street Journal. A Anthropic desenvolve essa IA generativa com foco em segurança e ética, capaz de processar texto, analisar documentos e auxiliar em decisões.

A operação militar nos contou com uma parceria entre o Pentágono e a empresa Palantir Technologies, especializada em análise de dados, para acessar a inteligência do Claude. No entanto, não há confirmação oficial sobre como exatamente a IA foi empregada: seja na análise de imagens de satélite, planejamento logístico, ou no suporte a decisões táticas em tempo real.

A Anthropic afirmou não ter conhecimento específico sobre o uso do Claude em missões sigilosas e ressaltou que seu uso deve respeitar as políticas da empresa, que proíbem o emprego da IA para ações violentas ou que envolvam vigilância ofensiva. Esse posicionamento teria gerado tensão com o Pentágono, que ameaçou encerrar um contrato de US$ 200 milhões com a Anthropic.

O episódio causa controvérsia internacional, com vários países criticando a invasão da Venezuela, apontada como uma violação da soberania nacional. Para além do aspecto tecnológico, a discussão sobre o uso de IA para fins militares e suas implicações éticas ganha destaque diante desse caso.

O uso do Claude no contexto militar mostra o interesse crescente das forças armadas em integrar inteligência artificial em operações complexas, ainda que detalhes específicos permaneçam confidenciais.

Via Olhar Digital

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