Cúpula de Inteligência Artificial na Índia reúne líderes globais com participação de Lula

Lula participa da Cúpula de IA na Índia, que reúne líderes mundiais e debate o futuro da tecnologia até 20 de fevereiro.
16/02/2026 às 07:41 | Atualizado há 8 horas
               
Evento recente de IA sucede edições no Reino Unido, Coreia do Sul e França. (Imagem/Reprodução: Olhardigital)

A Índia inicia a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial 2026 em Nova Déli, reunindo presidentes, CEOs e autoridades até o dia 20 de fevereiro.

O presidente Lula destaca a soberania brasileira na regulação da IA e busca fortalecer parcerias, especialmente com a Índia, que investe em infraestrutura tecnológica.

O evento também prevê acordos estratégicos entre Brasil e Índia, focados em minerais críticos e tecnologia, buscando diversificar a cadeia de suprimentos e reduzir dependência de terceiros.

A Índia inicia nesta segunda-feira (16) a Cúpula de Impacto da Inteligência Artificial 2026 em Nova Déli, o primeiro encontro internacional de IA focado no Sul Global. O evento reúne líderes mundiais, como o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro Narendra Modi e o presidente francês Emmanuel Macron, além de executivos do setor tecnológico.

Entre os nomes de peso estão Sam Altman, CEO da OpenAI, Sundar Pichai, da Alphabet, e Demis Hassabis, do Google DeepMind. Jensen Huang, da NVIDIA, cancelou a participação por imprevistos. A cúpula ocorre até sexta-feira (20) com debates sobre o rumo da tecnologia e prevê anúncios de investimentos em data centers e semicondutores no país, alinhados aos projetos do governo indiano para fortalecer a indústria local.

Lula deve aproveitar o encontro para reforçar a soberania brasileira na regulação das grandes empresas de tecnologia e defender uma governança global para a IA. No sábado (21), está prevista a reunião bilateral com Modi, incluindo o anúncio de acordos estratégicos, entre eles um memorando focado em minerais críticos, essenciais para tecnologias como baterias e semicondutores.

O acordo Brasil-Índia destacará a intenção de evitar exclusividade nos negócios e incentivar o processamento interno das matérias-primas. A parceria surge como alternativa à dependência chinesa, com a Índia buscando diversificar sua cadeia de suprimentos e o Brasil explorando sua vasta reserva de minerais estratégicos.

O país asiático também visa capitalizar o perfil jovem e tecnológico do mercado e ampliar sua atuação global em IA, refletindo um interesse crescente em estabelecer liderança no setor.

Via Olhar Digital

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.