Uma pesquisa recente no Paraná com 2.684 pessoas em 88 municípios mostra que, embora 93% confiem nos cientistas e universidades públicas, o engajamento diário com a ciência é baixo. A maioria acompanha temas científicos na mídia, mas ainda evita engajamento político e cultural.
O estudo também aponta ceticismo sobre o impacto da ciência em desigualdades sociais, apesar de reconhecida a influência humana no aquecimento global. Questões básicas, como a teoria da evolução, ainda são rejeitadas por quase metade dos entrevistados.
Além disso, 63% dos paranaenses querem uma comunicação científica mais clara e detalhada, evidenciando que o desafio é aproximar a ciência da sociedade usando estratégias que facilitem a compreensão e o interesse.
Uma recente pesquisa no Paraná, realizada com 2.684 pessoas em 88 municípios, revela que confiar na ciência não significa compreendê-la plenamente ou aplicá-la no dia a dia. Apesar da grande maioria confiar em cientistas de universidades públicas, esse reconhecimento não se traduz em engajamento comum, como acompanhar divulgação científica ou se envolver com pesquisadores.
O estudo mostrou que 93% dos paranaenses confiam em universidades públicas para produção científica, superando outras instituições. Cerca de 58% manifestam interesse por ciência e tecnologia na mídia, principalmente em temas como educação, saúde e meio ambiente. Por outro lado, mais da metade declara desinteresse por política e níveis consideráveis mostram pouco interesse em arte, cultura e esportes.
Quanto a questões sociais, a pesquisa destaca que quase 60% não acreditam que a ciência possa eliminar pobreza ou diminuir desigualdades, indicando ceticismo sobre seu impacto político. Em relação à vacinação, 70,9% consideram que os riscos são baixos ou inexistentes, embora a hesitação permaneça devido à desinformação.
Contradições também aparecem em conceitos científicos básicos. Embora 91,5% saibam que a Terra é redonda, quase metade rejeita a teoria da evolução. Além disso, 86,8% reconhecem o aquecimento global como causado pela ação humana, número superior à média nacional.
A pesquisa indica que 63% desejam uma comunicação científica mais detalhada, sugerindo que o desafio não é apenas combater a desinformação, mas também aproximar a ciência da sociedade por meio de estratégias comunicacionais aprimoradas, que facilitam o entendimento e a participação.
Via The Conversation