PF investiga vazamento de dados da Receita envolvendo ministros do STF

Polícia Federal investiga vazamento de dados da Receita envolvendo ministros do STF e outras autoridades desde 2020.
17/02/2026 às 13:21 | Atualizado há 4 horas
               
PF investiga vazamento de dados da Receita Federal ligado a ministros do STF; 4 mandados cumpridos. (Imagem/Reprodução: Simnoticias)

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia para apurar o vazamento de dados da Receita Federal que envolvem ministros do STF, seus parentes e outras autoridades. A investigação, autorizada pelo STF, apura acessos irregulares a informações fiscais ocorridos nos últimos três anos.

Entre as medidas cautelares adotadas estão o uso de tornozeleiras eletrônicas, afastamento de funções públicas, cancelamento de passaportes e restrição de viagens ao exterior. A Receita Federal intensificou o monitoramento dos acessos a dados tributários desde 2023 para evitar novos vazamentos.

Auditorias internas continuam em andamento, e a Receita já informou desvios ao relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes. Além disso, processos disciplinares resultaram em demissões para reforçar o combate a irregularidades nos sistemas fiscais.

A Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia para investigar o vazamento de dados da Receita Federal envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), parentes e outras autoridades, ocorrido nos últimos três anos. Os mandados foram autorizados pelo STF com base em pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Foi determinado o uso de tornozeleira eletrônica para monitoramento, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do país como medidas cautelares.

A Receita Federal informou que as operações da Polícia Federal têm base em informações fornecidas pela própria Receita. Além do inquérito no STF, há uma investigação preliminar em parceria com a PF, com resultados a serem divulgados oportunamente.

O episódio teve início em janeiro, quando a Corregedoria da Receita abriu um procedimento após reportagens na imprensa. Em seguida, o STF solicitou auditoria completa nos sistemas da Receita para identificar acessos suspeitos a dados fiscais de magistrados e outros contribuintes desde 2020.

Desde 2023, a Receita intensificou o controle sobre os perfis que acessam informações tributárias, ressaltando que seu sistema permite monitoramento total de acessos, com detecção imediata de uso indevido, passível de punições administrativas e criminais. Auditorias internas seguem em curso, e desvios já foram informados ao relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes.

Sete processos disciplinares resultaram em três demissões, reforçando as medidas adotadas contra acessos irregulares.

Via Sim Notícias

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