O grupo sul-africano MTN assumiu o controle total da IHS, empresa de torres de celular, em uma transação avaliada em US$ 6,2 bilhões. A aquisição inclui a compra dos 75% restantes das ações, num movimento que fortalece a presença da MTN na África.
Antes da conclusão do negócio, a IHS vendeu sua unidade na América Latina para o fundo Macquarie por US$ 952 milhões, abrangendo também ativos no Brasil. Esta venda é condição para que a MTN finalize a aquisição.
A operação permite que a MTN elimine custos de aluguel e ganhe agilidade para expansão das redes. O mercado de telecom vem alterando seu modelo de negócios, com tendências de maior controle sobre suas próprias infraestruturas.
O Grupo MTN, principal operadora móvel da África com sede em Joanesburgo, vai assumir o controle total da IHS, empresa de torres de celular fundada por Sam Darwish. A operadora adquiriu os 75% das ações que ainda não controlava, em uma transação que avalia a empresa em US$ 6,2 bilhões de enterprise value. O valor por ação ofertado foi de US$ 8,50, um prêmio de 3% em relação ao preço de fechamento em 4 de fevereiro na Bolsa de Nova York.
Ações da IHS recuaram 3% após o anúncio, enquanto a MTN teve alta de 2,2% em Joanesburgo. Antes desta operação, a IHS vendeu sua unidade na América Latina ao fundo de private equity do Macquarie Group por US$ 952 milhões, incluindo os ativos remanescentes no Brasil. A finalização dessa venda é condição para o avançar do takeover da MTN.
O negócio representa uma mudança para a MTN, que volta a ser dona das torres na África, eliminando custos com aluguel e ganhando maior agilidade para expandir suas redes. A decisão reflete também a evolução do modelo que terceiriza infraestrutura (conhecido como asset-light), que vem perdendo força na indústria de telecomunicações.
A IHS encontrou dificuldades para alcançar valuation semelhante a concorrentes americanos, como American Tower e SBA, agravadas pela instabilidade na Nigéria, seu principal mercado. O conselho da IHS aprovou o acordo, que agora aguarda a aprovação dos acionistas, com apoio de grupos significativos do capital, como o private equity francês Wendel e a própria MTN.
Via Brazil Journal