Idade ao ganhar primeiro smartphone pode aumentar riscos à saúde infantil

Estudo aponta que crianças que recebem smartphone cedo têm mais riscos de depressão, obesidade e distúrbios do sono.
18/02/2026 às 21:41 | Atualizado há 12 horas
               
O texto relaciona precocidade no uso de aparelhos a riscos de depressão, obesidade e sono. (Imagem/Reprodução: Revistagalileu)

Crianças que recebem o primeiro smartphone ainda nova, por volta dos 11 ou 12 anos, apresentam maior risco de desenvolver problemas como depressão, obesidade e distúrbios do sono. A pesquisa acompanhou mais de 10 mil adolescentes e mostra que o uso precoce do aparelho está associado a impactos negativos na saúde.

A pediatra Quíssila Neiva alerta que o celular pode favorecer hábitos como sedentarismo e privação de sono, prejudicando o desenvolvimento neurológico especialmente na faixa dos 8 aos 12 anos. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda supervisão e controle do uso para evitar esses efeitos.

É importante evitar o uso do smartphone durante a noite e estimular atividades presenciais e controle do tempo de tela, garantindo rotinas mais saudáveis para as crianças desde cedo.

Crianças de 12 anos que possuem smartphone apresentam maior incidência de sintomas depressivos, risco aumentado de obesidade e distúrbios do sono em comparação com aquelas que não têm o aparelho, aponta estudo publicado na revista Pediatrics. A pesquisa, que acompanhou mais de 10 mil adolescentes por até seis anos, indica que a idade em que o primeiro celular é adquirido interfere na saúde desses jovens.

Conforme os dados, 64% das crianças de 12 anos já possuem smartphone, percentual que sobe para 89% aos 14 anos. A mediana para o início do uso é 11 anos. O estudo mostra que a cada ano mais cedo em que um smartphone entra na vida da criança, maior a probabilidade de enfrentar problemas como depressão (30% a mais), obesidade (40% a mais) e distúrbios no sono, que pode atingir 60% mais casos.

A pediatra Quíssila Neiva Batista ressalta a importância de considerar a idade de aquisição do aparelho, não só o tempo de uso. Ela explica que o smartphone, por ser um ambiente digital portável e estimulante, pode “amplificar” hábitos prejudiciais, como sedentarismo e privação de sono, e impactar o neurodesenvolvimento da criança, especialmente entre 8 e 12 anos.

Mesmo com uso no limite recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, o celular pode afetar a formação de rotinas e a autorregulação emocional. A SBP alerta que o tempo ideal de tela varia conforme idade, recomendando supervisão adulta. Recomenda-se evitar o uso no quarto à noite e priorizar atividades sociais presenciais, além de controlar o acesso à internet nas fases iniciais.

Via Galileu

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Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.