20/02/2026 às 11:02 | Atualizado há 3 horas
               
A descrição destaca um calendário que une fé e força masculina, com eventos públicos grandiosos e espetáculos emocionais que exaltam o orgulho nacional. (Imagem/Reprodução: Theconversation)

Em 4 de julho de 2026, os Estados Unidos celebram 250 anos de independência por meio de uma série de eventos organizados ao longo do ano em todo o país. As comemorações são promovidas principalmente pela iniciativa público-privada “Freedom 250”, lançada pelo governo Trump, e pela ação bipartidária “America 250”.

A “Freedom 250” atua com forte apoio federal, incluindo uma força-tarefa da Casa Branca, e destaca uma narrativa focada no orgulho nacional e na grandiosidade histórica, priorizando eventos públicos e esportivos de alto impacto, como o “Freedom 250 Grand Prix” na capital. No entanto, a organização tem sido criticada pela falta de transparência na gestão dos recursos, com denúncias sobre doações que podem estar sendo usadas para manter acesso privilegiado ao presidente e interesses partidários.

Por sua vez, a “America 250” — criada pelo Congresso em 2016 — aposta em uma abordagem mais diversa, com foco educacional, cultural e comunitário, reunindo museus e voluntariado. Essa rede promove atividades como a “Cápsula do Tempo America 250”, que será enterrada sob o Washington Monument Plaza, e a “maior festa de rua da América”.

Vale destacar que a escolha do nome “Freedom 250” remete a uma interpretação mais emocional e individual da liberdade, em contraste com termos como “liberty” e “democracy”, que implicam garantias jurídicas e coletivas. Isso reflete as estratégias do governo Trump em moldar o passado para sustentar sua base política, ignorando visões críticas ou grupos marginalizados.

Essas diferenças evidenciam como o uso político do passado influencia a forma como a história é celebrada e narrada nas efemérides nacionais.

Via The Conversation

Artigos colaborativos escritos por redatores e editores do portal Vitória Agora.