Pesquisas recentes realizadas no Grande Colisor de Hádrons (LHC) forneceram novos indícios sobre o que ocorreu no primeiro milissegundo após o Big Bang. O LHC identificou um rastro sutil de um quark atravessando o plasma de quarks e glúons, um estado de matéria extremamente quente e denso que dominava o universo inicial. Esse plasma, semelhante a um líquido ultradenso, foi recriado em laboratório ao colidir núcleos atômicos pesados em altas velocidades, causando a liberação momentânea de quarks e glúons livres.
O estudo, publicado na revista Physics Letters B, mostrou uma diminuição inferior a 1% na produção de partículas atrás do quark de alta energia, evidenciando que ele perde energia ao atravessar o plasma primordial. Para detectar esse efeito tão discreto, os cientistas usaram o bóson Z como referência, já que essa partícula segue praticamente sem interação, possibilitando a comparação precisa da direção e energia do quark.
Esse avanço permite entender melhor como partículas interagiam em um universo opaco, antes da formação dos primeiros prótons, nêutrons e átomos. Colisões no LHC oferecem uma visão indireta dessa fase inicial, e com mais dados espera-se aprofundar o conhecimento sobre o comportamento da matéria nos instantes seguintes ao Big Bang.
Via Olhar Digital