PGR se posiciona contra prisão domiciliar de Bolsonaro

Procuradoria Geral da República apresenta parecer contra prisão domiciliar para Bolsonaro, que cumpre pena na Papuda.
20/02/2026 às 21:23 | Atualizado há 6 horas
               
A legenda deve destacar a prisão do ex-presidente no 19º Batalhão da PM na Papuda. (Imagem/Reprodução: Folhavitoria)

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou parecer contrário ao pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal e defende a manutenção da custódia de Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha, em Brasília.

A PGR destaca a assistência médica disponível 24 horas no local, o que supre as necessidades do ex-presidente. Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses por condenação na ação penal da trama golpista. A decisão sobre o pedido ainda está sob avaliação do STF, mas até agora o parecer oficial indica a permanência na prisão atual.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se contra o pedido de prisão domiciliar para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira, reafirmando a manutenção da custódia no 19º Batalhão da Polícia Militar, dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Conhecido como Papudinha, o local abriga presos especiais, incluindo policiais e juízes.

Gonet destacou no documento que a unidade oferece assistência médica 24 horas e dispõe de uma unidade avançada do Samu para emergências, capacidade para atendimentos que seriam necessários ao ex-presidente.

Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses relacionada à condenação na ação penal da trama golpista. Em dezembro passado, o ministro Alexandre de Moraes também negou um pedido similar feito pela defesa, salientando que o ex-presidente pode receber atendimento médico particular sem autorização judicial, além da equipe médica disponível no local.

A decisão sobre a prisão domiciliar ainda está pendente de análise e poderá ser revista pelo STF, mas até o momento o parecer da PGR sustenta a permanência do ex-presidente na unidade prisional. O argumento central é a garantia da integridade física e o atendimento adequado, sem a necessidade de mudança para prisão em domicílio.

O caso segue entre as pautas de maior atenção judicial, dada a figura pública envolvida e as implicações legais decorrentes da condenação. O fato reforça o papel das instâncias superiores em garantir o cumprimento das medidas impostas pela Justiça.

Via Folha Vitória

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