O setor de fintechs passou por uma década de grandes variações, com altos volumes de investimento seguidos de crises e estabilização em 2025. A 11ª lista Fintech 50 apresenta as 50 startups que se destacaram com crescimento sólido e inovação moderada, fugindo da recente febre por inteligência artificial.
O financiamento para fintechs privadas cresceu para US$ 53 bilhões em 2025, porém ainda abaixo do pico de 2021. Bancos B2B e serviços corporativos dominam 40% da lista. Empresas com IA avançam cautelosamente devido a regulamentações, e fintechs de pagamentos e cripto desaceleram, enquanto as voltadas a finanças pessoais ganham espaço.
O setor de fintechs viveu uma década de altos e baixos, começando com um volume expressivo de investimentos que depois deram lugar a um rigoroso momento de crise, encerrado com uma estabilização em 2025. A 11ª edição da lista Fintech 50 destaca 50 startups que prosperaram em meio a um cenário mais restrito, mostrando foco em crescimento sólido e inovação moderada, em contraste com a febre atual por empresas de inteligência artificial.
O financiamento para fintechs privadas cresceu para US$ 53 bilhões em 2025, mas ainda permanece distante do pico de US$ 152 bilhões de 2021, segundo a CB Insights. Entre as categorias mais representadas na lista, bancos B2B e serviços corporativos ocupam 40% das posições, refletindo a escalada de soluções voltadas para empresas.
Empresas que aplicam IA no setor financeiro avançam com cautela devido à complexidade e regulamentação, mas três delas – Rillet, Reserv e Rogo – foram incluídas pela primeira vez, cada uma focada em contabilidade, processamento de sinistros e operações bancárias.
Startups de pagamentos e cripto mostram desaceleração, enquanto fintechs voltadas para finanças pessoais ganham espaço com alternativas para orçamento e empréstimos, como Monarch e Possible Finance, que oferece microcrédito para consumidores de baixa renda.
Algumas fintechs recorrentemente destacadas, como Mercury, Column e Ramp, exibem crescimento de receita e valorização. O setor imobiliário, porém, permanece mais enfraquecido, com apenas duas empresas listadas. A lista ainda traz retornos como Socure e Fundbox, que ampliaram receitas e clientes após anos afastadas.
Via Forbes Brasil