Trump critica Suprema Corte dos EUA após revés em política tarifária e exige lealdade de indicados

Trump critica juízes da Suprema Corte dos EUA após derrota em política tarifária e cobra lealdade dos indicados por ele.
21/02/2026 às 10:41 | Atualizado há 4 semanas
               
Trump critica duramente a Suprema Corte após derrota na política tarifária. (Imagem/Reprodução: Tribunaonline)

O presidente Donald Trump criticou duramente a Suprema Corte dos Estados Unidos após a anulação de sua política tarifária. Ele qualificou a decisão como “terrível” e “antipatriótica”, atacando especialmente os juízes conservadores Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, e acusando-os de deslealdade à Constituição.

Além disso, Trump chamou o presidente da Corte, John Roberts, de “tolo e capacho” e elogiou outros magistrados que votaram a favor das tarifas. Ele também destacou que os juízes liberais são fiéis às suas convicções, embora discorde delas.

Este episódio revela a tensão entre os poderes Executivo e Judiciário nos EUA, especialmente por envolver juízes indicados por Trump. O clima político deve permanecer tenso até o discurso do Estado da União, que acompanhará esses desdobramentos.

O presidente Donald Trump criticou duramente a Suprema Corte dos Estados Unidos após a decisão que anulou sua política tarifária. Em uma coletiva, ele qualificou o veredito como terrível, antipatriótico e desleal à Constituição, atacando especialmente os juízes conservadores que foram contra a medida. A discordância incidiu sobre Neil Gorsuch e Amy Coney Barrett, ambos indicados por Trump, aos quais o presidente atribuiu o termo vergonha e chamou suas famílias para sentirem o mesmo.

Além da crítica aos dois magistrados, Trump também chamou John Roberts, presidente da Corte, de “tolo e capacho” de republicanos moderados e democratas de esquerda. Por outro lado, elogiou Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh pelo voto favorável às tarifas.

Sobre os juízes liberais, Trump reconheceu não concordar com suas opiniões, mas destacou que eles são fiéis às suas convicções. Ele reforçou sua insatisfação ao mencionar que os magistrados que formam a maioria estão “mal convidados” para o discurso do Estado da União, marcado para a próxima terça-feira. Ainda assim, reconheceu que o convite cabe formalmente à presidência da Câmara e declarou não se importar com a participação ou ausência da Corte no evento.

Este embate traz à tona a tensão entre os poderes Executivo e Judiciário, sobretudo porque Trump apontou o conflito diretamente para o grupo de juízes que ele próprio ajudou a indicar. O clima político nos Estados Unidos deve permanecer tenso até o discurso oficial, que é acompanhado de perto por especialistas e pela população.

Via Tribuna Online

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